Simpósio destaca dimensionamento e gerenciamento de frota para aumentar produtividade e reduzir custos

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O 4º Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, atração da 16ª edição da Expocafé, em Três Pontas no sul de Minas, foi realizado no último dia 11 e contou com a participação de cafeicultores, engenheiros agrônomos, técnicos em agropecuária, professores e estudantes universitários. Neste ano, os organizadores do evento optaram por temas que, apresentados e debatidos, mostraram bem o quanto a mecanização da cafeicultura evoluiu e vem transformando rapidamente o processo produtivo.

Um dos palestrantes do simpósio, o Professor do Departamento de Engenharia da UFLA, Fabio Moreira da Silva, destacou as mudanças no processo de plantio, o que diversificou as atribuições do produtor em sua apresentação “Evolução e perspectivas da mecanização da lavoura cafeeira”.

“A evolução tecnológica não fica restrita ao processo de colheita, etapa em que os custos são mais elevados, mas considera também as mudanças no processo de plantio, cultivo, tratamento fitossanitário, poda, adubação, operações em que a mecanização vem avançando sobre um cenário crescente de demanda e onde o cafeicultor assume, não somente o papel de produtor rural, mas de gestor de operações agrícolas”.

Dentro deste contexto, o engenheiro agrônomo e consultor do Projeto Educampo Café (Programa do SEBRAE) em Monte Carmelo-MG, Rogner Avelar, apresentou a palestra com o seguinte tema: Dimensionamento de Frotas Mecanizadas para a Lavoura Cafeeira.

Na apresentação, o público pôde conhecer uma metodologia desenvolvida para dimensionar e gerenciar a frota necessária para conduzir a lavoura. De acordo com o consultor, a utilização correta dos equipamentos e a realização das atividades no momento certo redundam em uma maior produtividade e também na redução dos custos.

Por meio do método é feito um levantamento detalhado de toda a frota, dos talhões de café, dos acessos internos e de outros detalhes da propriedade. A partir daí são criados índices de capacidade e de eficiência dos equipamentos, que possibilitarão fazer um diagnóstico de como cada um deles está sendo utilizado e de possíveis melhorias no sistema.

Posteriormente, é a vez da parte considerada mais importante do processo: o planejamento. Por fim, torna-se possível determinar o número de tratores e de implementos a serem utilizados na realização de todas as atividades na lavoura, bem como obter informações sobre o número de horas gastas para cada atividade dentro de cada talhão de café e em qual época será realizada, fazendo com que o cafeicultor gerencie seus recursos de forma racional.

Rogner Avelar complementou. “Não importa se o cafeicultor é pequeno, médio ou grande produtor rural, mas sim que ele faça o gerenciamento eficiente de sua atividade agrícola, como outra qualquer em que se deseja ter sucesso, uma vez que não há mais espaço para meios termos. Tem de ser profissional”, finalizou o consultor.

Fonte: Pólo de Excelência do Café

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