Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira abre programação da Expocafé

Imprimir

Seguindo o propósito inovador da Expocafé, a 13ª edição da maior feira tecnológica da cafeicultura abre sua programação com a realização do Simpósio de Mecanização da Lavoura Cafeeira, nesta terça-feira (15), na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Três Pontas (MG).

Mais de 200 participantes, entre pesquisadores, técnicos, consultores e produtores debateram o tema que consolidou a Expocafé como importante evento de difusão tecnológica do setor: a mecanização e as mudanças no processo produtivo do café. A EXPOCAFÈ segue até sexta-feira, das 8h às 18h. A solenidade oficial de abertura acontece nesta quarta-feira (16), às 18 horas. 

Coordenado pelo professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Fabio Moreira da Silva e pelo chefe da Unidade Regional da Epamig Sul de Minas, Gladyston Carvalho, o Simpósio reuniu um grupo de palestrantes para repassar informações científicas e práticas, selecionadas principalmente a partir dos gargalos enfrentados pelo setor.

Do plantio mecanizado ao manejo de podas da lavoura cafeeira, dimensionamento da lavoura ao processo da colheita e levantamento do café do chão, da manutenção de máquinas à cafeicultura de precisão, o participante do Simpósio pode perceber que a mecanização da lavoura cafeeira exige planejamento. Durante as apresentações, os participantes foram consultados sobre os temas que eles gostariam que fossem abordados no seminário do próximo ano. 

Entre os palestrantes: José Eustáquio Soier (consultor), Hélio Casale (consultor) Gladyston Carvalho (EPAMIG); Flávio Castro da Silva (doutorando/UFLA), Ezequiel de Oliveira (consultor/CEIFA); Fabio Moreira da Silva (UFLA), Alencar Pedroso (consultor/APEP), Gabriel Ferraz (UFLA), Eric Miranda Abreu (eng. agrônomo/cafeicultor) Juliano Araújo (consultor), Roberto Felicori (Cocatrel) e José Carlos Grossi (eng. agrônomo/cafeicultor).

Mecanização no Sul de Minas

É consenso entre o setor produtivo que o principal problema da cafeicultura de montanha está no custo da colheita manual, já que a mão-de-obra representa cerca de 30 a 40% do custo total de produção. Somente o Sul de Minas tem um parque cafeeiro em produção da ordem de 500 mil hectares, responsável por 25 % da produção nacional.

Para tanto, são empregados somente no período de colheita aproximadamente 300 mil trabalhadores temporários. Segundo estudos da UFLA, para se colher uma lavoura com produtividade média de 30 sacas/ha de café beneficiado o volume de café em coco a ser colhido é de 240 medidas/ha, o que requer o serviço de 48 homens/ha.

Mesmo sendo uma região por muito tempo considerada imprópria para a mecanização devido a topografia, estudo da região Sul/Sudoeste de Minas obteve a altimetria e o mapa temático de declividade, por meio de geoprocessamento, sendo recomendado para as etapas de mecanização declividade de até 20% (operações por meio de tratores) e, para a colheita mecanizada do café declividade de até 15%.

Com esta classificação, as áreas destas regiões consideradas aptas de serem mecanizadas representam 78,1% da área em produção, com as seguintes faixas: 14,18% com declividade entre 0 a 5%, 25,64% com declividade de 5 a 10%, 23,85% com declividade entre 10 e 15% e 14,40% com declividade de 15 a 20%.

As palestras estarão disponíveis, na íntegra, no Cardápio de Palestras da EXPOCAFÉ, na comunidade Manejo da Lavoura Cafeeira, da rede Peabirus:
http://www.peabirus.com.br/redes/form/comunidade?id=218

Fonte: Polo de Excelência do Café

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *