Simpósio abordará a vulnerabilidade do cafeeiro à ferrugem

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Vitor Várzea e Leonor Guimarães, pesquisadores do Instituto de Investigação Científica Tropical (IICT), em Lisboa, irão apresentar o painel de discussão a respeito da vulnerabilidade do cafeeiro à ferrugem, abordando a situação atual da planta em relação à parasitose e as perspectivas de tratamento e prevenção. “Daremos particular ênfase ao impacto da descoberta de novas raças de ferrugem (H. vastatrix) na durabilidade da resistência de cultivares à doença”, explana Várzea, que investiga projetos nacionais e internacionais relacionados à ferrugem alaranjada há mais de 27 anos.

A professora Leonor, doutora em Biologia, também participará da apresentação. Especialista em Fisiologia e Bioquímica, ela é investigadora auxiliar, contratada pelo IICT, para exercer funções no Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC).

Dentre as mais de quarenta raças fisiológicas de ferrugem que atacam os cafeeiros, oito são encontradas no Brasil. O fungo parasita todas as variedades de café e pode causar redução de até 50% em safras posteriores a sua ocorrência, caso não seja controlado de maneira correta. A perda na qualidade também prejudica a bebida, fazendo com que o produto seja comercializado a preços inferiores.

Mais especificamente, o painel de discussão dos professores deve abordar os fatores que contribuem para o aparecimento de novas raças de ferrugem e os resultados da prospecção dessas raças em diferentes países cafeicultores. Além disso, haverá uma avaliação do potencial de resistência de diferentes genótipos/cultivares de cafeeiros à ferrugem e, finalmente, a discussão de medidas com vista a retardar ou limitar o aparecimento de novas raças de ferrugem.

De acordo com Várzea, o tema em debate é fundamental para a pesquisa e produção cafeeiras. “O controle da ferrugem por cultivares resistentes encontra-se seriamente ameaçado devido ao aparecimento de novas raças que permitiram o aumento da virulência no patógeno”, observa o pesquisador. Segundo ele, o problema requer uma abordagem holística, com realização de previsões para evitar o reaparecimento da doença. “É necessário o desenvolvimento de um conjunto de estratégias de pesquisa a curto, médio e longo prazo, tanto para a proteção das cultivares existentes como para as que vierem a ser lançadas no futuro”, completa.

A expectativa dos pesquisadores do IICT é de obter a identificação de novas estratégias para aumentar a durabilidade de resistência à ferrugem em cultivares de cafeeiro.

O painel será realizado no dia 23 de agosto, no VII Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, realizado pelo Consórcio Pesquisa Café, com organização da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e co-organização da Embrapa Café. O ocorrerá no Tauá Grande Hotel Termas e Convention, em Araxá (MG). 

Fonte: Área de Comunicação da Embrapa Café

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