Setor de café age para segurar preço

Imprimir
Produtores de café do Brasil se mobilizam para apresentar esta semana um programa ao governo que teria o potencial de sustentar os preços no maior exportador global da commodity, dando apoio direto a 10 milhões de sacas de 60 kg, ou cerca de um quinto da safra brasileira de 2019.

Em momento em que o setor no lida com preços baixos, integrantes da Frente Parlamentar do Café devem levar um projeto de lei, com regime de urgência, que prevê implantação do chamado Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) na modalidade invertida.

Para o Conselho Nacional do Café (CNC), que representa os produtores, a medida é importante no momento em que as cotações globais estão oscilando perto de mínimas de mais de 13 anos, em meio a grande safras. “O CNC sempre foi defensor da disponibilização deste instrumento aos cafeicultores”, diz o presidente da entidade, Silas Brasileiro.

Por meio do Pepro Invertido, o produtor que vende o café por um valor acima de um preço de referência recebe subvenção econômica do governo, estimulando assim que o agricultor segure vendas para receber o tal prêmio, o que teria impacto “altista” no mercado.

O programa, que já foi realizado em 2007, segundo o CNC, é lançado quando os valores no mercado estão abaixo do valor de referência. Isso acontece atualmente, após duas safras volumosas no Brasil.

De acordo com a proposta formulada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e apresentada ao Ministério da Agricultura semana passada, considerando um Pepro de R$ 50 por saca, para 10 milhões de sacas, o volume de recursos públicos estimado seria de R$ 500 milhões, valor que pode ser um problema no atual momento. O valor de referência sugerido para o café arábica seria composto do preço total de R$ 438,15 a saca.

Considerando o café arábica (tipo 6, bebida dura), só ganharia o prêmio de R$ 50 a saca àquele produtor que vendesse o produto acima de R$ 438,15. A proposta a ser apresentada também prevê um valor de referência para o café robusta, que ficaria em R$ 298,61 por saca, e o programa teria a mesma lógica para o produtor de grãos dessa variedade.

O programa, segundo a proposta, também pode envolver cafés de qualidade inferior.

Fonte: Reuters

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *