Setor cafeeiro está à beira de um colapso, adverte Faemg

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Em função da crise econômica mundial, o setor cafeeiro brasileiro está à beira de um colapso, alerta o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões (foto).

Em artigo publicado nesta quinta-feira (31.10), no jornal Estado de Minas, Simões solicita que a presidente Dilma Rousseff tome uma posição para amenizar os impactos econômicos do mercado. O presidente da Faemg ressalta que o setor do café, no Brasil, é grande demais para quebrar e as consequências do agravamento da crise seriam dramáticas para o país.

Com recursos suficientes para evitar um colapso, o governo federal tomou poucas medidas até o momento que irão surtir efeito somente em março de 2014, podendo assim, levar a falência de muitos produtores.

"Para evitar isso, o que precisamos agora é da interrupção imediata de todos os vencimentos das dívidas por um prazo de 90 dias e o lançamento de um programa para geração de renda para os produtores em curtíssimo prazo. São medidas de sobrevivência, que permitirão aos cafeicultores respirar e ter tranquilidade para buscar soluções sustentáveis para o setor", sustenta.

Roberto Simões lembra, por exemplo, que o governo já cortou anteriormente impostos de segmentos como o automotivo e linha branca e estimulou o consumo interno arrefecendo a crise econômica. Por isso, ações impactantes também devem ser aplicadas a um dos mais importantes setores do agronegócio do país: o café.

O cenário desfavorável é ilustrado pela falta de crédito, aumento de dívidas e estoques altos com a permanência de preços baixos. O valor da saca de 60 kg, que chegou a R$ 530 custa hoje R$ 240. Minas Gerais é responsável por 51,4% da safra nacional de café e emprega direta e indiretamente cerca de 4 milhões de pessoas.

Fonte: Agrolink

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