“Ser gourmet ou não, não muda nada. Café faz parte do brasileiro”, diz organizadora do SP Coffee Week

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Ginger Café, com gengibre, mel, leite cremoso e espresso no São Paulo Coffee Week

Desculpa para encontrar os amigos, trabalhar, na hora da fome ou até sozinho, o café é sinônimo de tradição na mesa dos brasileiros e vai bem a qualquer hora do dia. Com o intuito de promover esta iguaria tupiniquim Flavia Pogliani e Marcela Herz, idealizaram o primeiro evento paulista dedicado exclusivamente ao café: o SP Coffee Week.

Com a ideia de promover cafés de alta qualidade, até dia 31 de agosto serão servidas torras sofisticadas com até 50 % de desconto em mais de 20 estabelecimentos da cidade. “A ideia surgiu da dificuldade que nós tínhamos de encontrar um lugar que sirva um bom café”, quem conta é Flávia Pogliani, apaixonada por café idealizadora do evento.

— A gente gosta muito de sentar em um café como desculpa para encontrar amigos, trabalhar, descontrair, passar o tempo e outras coisas do tipo. Mas nunca é um café de qualidade. O que a gente busca é promover o café nacional de alta qualidade moídos na hora, a um preço acessível.

Brasil é o maior produtor de café arábica do mundo e o segundo maior mercado em consumo absoluto de café. Mas este consumo acontece em casa, e não nas cafeterias da cidade.

— Ser gourmet ou não, não muda nada. Café faz parte da vida do brasileiro. De mais ou menos cinco anos para cá, algumas cafeterias fizeram um trabalho para entrar no mercado com cafés de alta qualidade, mas não houve uma promoção disso.

Flavia Pogliani e Marcela Herz, idealizaram o primeiro evento paulista de café. Ao lado, uma das delícias da Maria Brigadeiro (Foto: Divulgação)

Para Flávia, cafés de alta qualidade não necessariamente são gourmet. Mesmo sendo um grande produtor e consumidor, o Brasil ainda não aprendeu a consumir, de fato o que a especialista chama de um bom café.

— O brasileiro tem viajado mais, entrado em contato com a cultura do café em outros países, e não encontra cafés de alta qualidade acessíveis no país. O consumidor começa a entender aos poucos a qualidade e dá preferência para ela.

Arábica ou Robusto?

Existem dois tipos de café: arábica e robusto. O arábica é um café que apresenta uma complexidade aromática muito maior. Tem doçura é caramelado e tem muito menos cafeína do que o robusto.

— Tem muitas pessoas que são sensíveis a cafeína e além de ter uma qualidade muito superior, ele é mais leve para consumir.

Já o robusto é um café, em termos aromáticos muito simples, usados para fazer blends baratos, que não tem a mesma complexidade.

Normalmente, os cafés que consumimos em casa tem 30 % de arábica e 70 % de robusto. Segundo Flávia, arábica é pouco trabalhado por que os custos de cultivo são muito mais altos.

— Robusta resiste a pragas. É um café que dá garantias de trabalho e custos baixos, diferente do arábica, que exige mais do produtor, tanto na lavoura quando no bolso.

Cafés de baixa qualidade deixam o amargor já conhecido na boca e pede o açúcar. Quando, na realidade, o café é feito para ser consumido sem adoçantes e açúcares.

— O café não tem que ser amargo. As pessoas é que estão tão acostumadas a tomar cafés que pedem este “adocicado”. Cafés de alta qualidade tem aromas, sabores e notas de caramelo que não precisam ser adoçados. Quem experimenta, faz um caminho sem volta.

1 ª SP CoffeeWeek
Data: De 19 a 31 de agosto
Site: www.facebook.com/spcoffeweek

Fonte: R7

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