Seminário sobre Indicação Geográfica articula produtores de Machado, Poço Fundo e Campestre

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Com o objetivo de incentivar o estabelecimento de Indicação Geográfica (IG) para o café produzido nos municípios de Machado, Poço Fundo e Campestre, será realizado, no dia 26 de maio, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSULDEMINAS), campus Machado, um seminário para ampliação do debate sobre os desafios e oportunidades desta iniciativa.

O evento é uma realização da Embrapa Meio Ambiente e do IFSULDEMINAS, com o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e prefeituras dos municípios envolvidos. Instituições de ensino, pesquisa e extensão também apóiam a iniciativa, como Embrapa Café, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), EMATER-MG e Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Dada à crescente importância das Identificações Geográficas para a economia brasileira, busca-se incentivar a organização dos cafeicultores destes municípios para a solicitação de registro na modalidade Indicação de Procedência.

Segundo o pesquisador Miguel Angelo da Silveira, coordenador do projeto, estudos apontam que este território é diferenciado em termos de ambiente e qualidade do café produzido, sobretudo, em função de aspectos edafoclimáticos, sócio-econômicos e culturais particulares, com identidades coletivas próprias. “A IG traz como resultado a agregação de valor ao produto, aumento da renda e notoriedade para a região”, ressalta.

No Brasil, a partir dos anos 1990, as IGs despertaram atenção das políticas públicas nacionais e estaduais, incentivados pelo crescente e cada vez mais atraente mercado de produtos agroalimentares diferenciados. No Sul de Minas, nas últimas quatro décadas, os vários tipos de cafés produzidos ganharam notoriedade internacional em função da produção de grãos de excelente qualidade de bebida, com corpo e aroma acentuados, doçura característica e pouca acidez.

Na avaliação da pesquisadora da Embrapa Café, Helena Maria Ramos Alves, da equipe do Laboratório de Geoprocessamento da EPAMIG – GeoSolos, a definição de um código de qualidade no âmbito da IG acaba por beneficiar todo o setor, agregando valor não apenas ao produto, mas também serve como gerador de desenvolvimento para toda região envolvida.

Para a secretária de Agricultura de Campestre, Maria Isabel Rocha, além das especificidades geográficas e históricas da região, existe capital humano capacitado e comprometido para que a iniciativa de registro de IG tenha êxito. “A semente está sendo lançada para que as próximas gerações colham seus frutos”, enfatiza.

Programação

A situação atual e as perspectivas da IG para os cafés de Machado, Poço Fundo e Campestre será o tema de abertura do seminário, proferida pelo pesquisador Miguel Angelo. Em seguida, serão apresentados os desafios e benefícios da Indicação Geográfica, com a explanação do superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado (Caccer), José Augusto Rizental.

O objetivo desta apresentação será a de compartilhar a experiência do Cerrado Mineiro, detentora da única IG concedida para o produto café. Os procedimentos de registro serão apresentados pela analista de Indicação Geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), Lucia Regina Rangel de Moraes Valente Fernandes. Também será dedicada parte da programação para a criação de uma associação dos produtores, com a formação de uma diretoria provisória. A integração dos produtores dos três municípios é requisito fundamental para a formulação do pedido de IG.

PROGRAMAÇÃO

26 de maio – quarta-feira
8h – Recepção, inscrições e entrega de material aos participantes
8h30 – Abertura oficial
9h – Palestra
“Indicação Geográfica: situação atual e perspectivas para os cafés de Campestre, Machado e Poço Fundo”.
Miguel Angelo da Silveira: pesquisador
9h 45 – Palestra
“Indicação Geográfica: desafios e benefícios”.
José Augusto Rizental: Superintendente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado
10h 30 – Intervalo para o café
11h – Perguntas e debate
12h – Intervalo para o almoço
13h – Palestra
“Procedimentos de Registro de Indicação Geográfica no INPI”
Lucia Regina Rangel de Moraes Valente Fernandes: Analista de Indicação Geográfica do Instituto Nacional de Propriedade Industrial – INPI
13h 45 – Perguntas e debate
14h 15 – Encaminhamentos sobre os próximos passos e criação da Associação dos Produtores
15h 45 – Intervalo para o café
16h – Conclusões
16 h 30 – Encerramento do Seminário

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