Selo ambiental valoriza café brasileiro

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Cada vez mais, cresce em todo o mundo o número de pessoas adeptas do chamado “consumo consciente”. São consumidores que, mesmo pagando mais pelo produto, dão preferência por aqueles que, comprovadamente, levam em consideração aspectos como a preservação do meio ambiente e a valorização social e econômica dos trabalhadores, por exemplo.

E estes são alguns dos requisitos que integram o Código de Conduta do programa de certificação da UTZ Certified, conjunto de critérios sociais e ambientais aplicados na produção responsável de café e gestão eficiente de fazendas e que tem crescido na proporção de 20% ao ano no Brasil. Hoje, mais de 150 fazendas estão credenciadas e fornecem 550 mil sacas por ano para exportação, principalmente para a Europa, Japão e Estados Unidos.

Durante o processo de certificação UTZ, as propriedades precisam obedecer alguns requisitos básicos, como respeitar leis ambientais e trabalhistas, utilizar corretamente e de forma controlada os agrotóxicos e identificar o café produzido com placas, numerando os lotes, entre outras adequações.

Esses cafés são diferenciados porque têm rastreabilidade assegurada desde a propriedade até a mesa do consumidor, são produzidos com critérios de sustentabilidade e têm qualidade garantida por programas de certificação, como os realizados pelo IGCert – Instituto Genesis Certificadora, uma das maiores do País e que é acreditada pela UTZ.

Café com ágio

Os produtores certificados pelo IGCert no Brasil já estão se beneficiando financeiramente com o valor agregado pelo selo UTZ. É o caso de cafeicultores de Minas Gerais, Estado maior produtor e exportador do Brasil. A safra mineira de 2010 está estimada em quase 24 milhões de sacas, podendo alcançar 50,7% da produção nacional. Na Fazenda Bravinhos, no município de Carmo do Parnaíba, a produção de 22.000 sacas de café arábica, com selo UTZ Certified, já têm destino certo: Estados Unidos, Itália e Alemanha.

Para o gerente financeiro da fazenda, Oelton Geraldo Ribeiro, os investimentos para deixar a propriedade habilitada valeram à pena. “A certificação UTZ é um reconhecimento da melhoria que fizemos e um meio para garantir o aumento da competitividade do nosso café nos mercados internacionais, abrindo portas para que conquistemos novos clientes”. Mas não é só isso.

O principal retorno desse reconhecimento está no preço pago pelos compradores: um ágio de até R$ 30,00. As sacas, de 60kg, foram vendidas a R$ 315,00. Segundo Oelton, esse foi o principal estímulo que os proprietários encontraram para já renovar a certificação para o ano que vem.

Reconhecimento Internacional

Em 2006, a Boa Vista, de Campos Altos, foi a primeira fazenda brasileira e a segunda do mundo a receber a certificação feita pelo Instituto Genesis/IGCert para a GlobalGAP, que depois reconheceu a equivalência da UTZ Certified. Hoje, a fazenda exporta 10 mil sacas de café arábica, metade do que produz por ano, para os Estados Unidos, Japão, Espanha e Itália.

E foi da Itália que veio, há poucos dias, um dos maiores prêmios que a Boa Vista já recebeu: a propriedade foi considerada modelo dentro do Programa de Reconhecimento às Melhores Práticas & Sustentabilidade, criado em 2008 pela illycaffè, uma das maiores redes de cafeteria do mundo, para divulgar os princípios da agricultura integrada e homenagear os cafeicultores que aliam à qualidade o cuidado com a sustentabilidade ambiental, econômica e social.

A illycaffè controla dez sociedades no mundo, ligadas à distribuição para mercados internacionais. O blend da illy, feito com cafés especiais, como os da Fazenda Boa Vista, por exemplo, é comercializado atualmente em 140 Países e servido em mais de 50.000 locais públicos, o que dá um consumo de mais de 6 milhões de xícaras por dia, em todo o mundo.

Fonte: Assessoria do Instituto Genesis – www.institutogenesis.org.br

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