Segundo pesquisador, é possível ganhar dinheiro com a reserva legal

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O processo de recuperação está intimamente ligado a diversos assuntos que pleiteiam as questões ambientais, muito discutidas atualmente pela sociedade, órgãos governamentais, não-governamentais e também pelo setor privado. Temas como gestão da biodiversidade, política e legislação ambiental, seqüestro de carbono, políticas públicas, serviços ambientais, usos múltiplos da água, manejo de bacias hidrográficas, aquecimento global, terceiro setor, entre outros, nos quais fomentam relação direta ou indireta no processo de adequação ambiental de propriedades rurais. Este tema tão atual também fez parte da Fenicafé 2012. Entre os palestrantes, Pedro Brancalion, do laboratório de Silvicultura Tropical da Esalq/ USP, apresentou soluções para a “adequação ambiental de propriedades produtoras de café”.

Segundo Brancalion, esse contato entre agencias de pesquisas, universidades e produtor rural são fundamentais para o acumulo  de conhecimento. “Esses debates servem para que o produtor tenha uma vantagem competitiva, para que ele melhore ao longo do tempo as formas de produzir e as formas de conservar. Eventos como a Fenicafé são essenciais para que agente dinamize, melhore o dia a dia e a produção rural”, afirma.

Reserva legal
Outro assunto muito discutido durante a Feira de Irrigação foi a Reserva Legal e as Áreas de Preservação Permanente (APP), incluindo a recuperação da mata ciliar.  O pesquisador disse que tudo é uma questão de planejamento cuidadoso da propriedade. “Na maioria dos casos, quando é feito um planejamento adequado as perdas são mínimas e as vantagens associadas a essa adequação ambiental, compensam essas perdas. No caso especificamente do café, existe um ágil proporcionado pela certificação, melhoria no controle de pragas, valorização estética da propriedade, inclusive a exploração de produtos florestais da reserva legal”, explica.

Já com relação aos custos, Brancalion afirma que a recuperação da mata ciliar depende da gravidade da degradação da mata que será recuperada. “Em áreas de cerrado que tem um bom potencial de regeneração, os custos são praticamente nulos porque não requer a plantação de mudas, basta que essa área seja abandonada para que ela volte a sua vegetação nativa. Em situações, em que a área está sendo utilizada há mais tempo pela agricultura e passaram por um processo mais intensivo, ai sim é necessário valer-se de uma intervenção maior”.

O pesquisador disse em entrevista durante a feira, que o plantio de mudas em área total pode ter um custo de R$ 5 mil por hectare se o serviço for realizado pelo próprio produtor e pode chegar a R$ 10 mil por hectare se for contratada uma empresa especializada.

Ainda durante a entrevista, Brancalion disse que é possível ganhar dinheiro com a reserva legal. Segundo ele, esta é uma questão que tem levantado interesse e a curiosidade de muito produtor. “A reserva legal foi concebida na legislação e imagino que no novo Código Florestal isto esteja mais claro, como uma forma mista de aliar: produção, florestal e conservação da biodiversidade e dos recursos naturais. O primeiro ponto é identificar as espécies nativas com potencial de exploração econômica de uma região. Segundo é preciso que se planeje um modelo de implantação dessas espécies que alie estes dois serviços: conservação e produção. O que é preciso que haja um avanço no conhecimento sobre o potencial sub-cultural destas espécies que ainda é limitado hoje ”, adianta.

Serviço – Fenicafé 2012 – 28 a 30 de março, em Araguari, Triângulo Mineiro

Mais informações, acesse: www.fenicafe.com.br. ACA – Associação Dos Cafeicultores de Araguari – Rua Jaime Gomes, 418 – Centro – Araguari-MG – Telefone: (34) 3242-8888

Lílian Rodrigues – Jornalista – MTB 07671-JP
VGA Assessoria e Comunicação – Contato: (35)9974-9807

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