Seca e calor afetaram produção nacional de café

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Como já previam especialistas, os grãos da safra de café 2014/15, que estão sendo colhidos atualmente, têm apresentado uma queda significativa em seu peso como resultado da seca e do forte calor registrados nos primeiros meses do ano nas regiões produtoras. O mais afetado é o café arábica produzido no Sudeste e também no Paraná. De acordo com o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, deve haver uma redução de 5% a 7% no peso do grão.

Diante dessa constatação, Brasileiro estima que a safra de café do país em 2014/15 deve ser mais próxima de 40 milhões de sacas. A pedido do CNC, a Fundação Procafé fez um estudo, divulgado em abril deste ano, que apontou a produção de café no país entre 40,09 milhões e 43,30 milhões de sacas neste ciclo, com base na primeira estimativa feita para o grão pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em seu segundo levantamento, divulgado em maio, a autarquia projeta colheita de 44,57 milhões de sacas em 2014/15.

Um outro levantamento está sendo preparado pela Fundação Procafé e deverá ser divulgado no fim do próximo mês.

O clima ruim este ano pode afetar também a próxima safra de café, a 2015/16. Segundo o presidente do CNC, poderá haver mais problemas caso o período chuvoso atual leve a floradas antecipadas, que dificilmente se fixarão. Se isso ocorrer, as flores que iriam se transformar em frutos serão abortadas.

As preocupações com os efeitos da estiagem têm ampliado a volatilidade dos preços da commodity no mercado internacional. Nesse sentido, a Conab afirma, em relatório da semana passada, que os amplos estoques de passagem da safra 2013 – 9,2% superiores aos da temporada anterior e já esperados pelo mercado – terão papel fundamental para o equilíbrio entre a oferta e a demanda em um mercado consumidor e exportador cada vez mais crescente.

Conforme estimativa da Conab, os estoques de passagem (privados) da safra 2013/14 somavam 15,218 milhões de sacas em 31 de março deste ano. O volume é o maior desde a safra 2007, quando o estoque de passagem em 31 de março daquele ano ficou em 17,584 milhões de sacas.

Fonte: Valor Econômico (Carine Ferreira)

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