Sebrae faz força tarefa para ampliar produção de cafés especiais na região da Alta Mogiana

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Com a proposta de que uma fazenda é uma empresa rural e a cafeicultura é um dos grandes destaques da Alta Mogiana, o Escritório Regional do Sebrae Franca tem intensificado os trabalhos para ampliar a produção de cafés especiais na região. A força tarefa inclui diversas ações de divulgação sobre os diferenciais do café de qualidade e orientações aos cafeicultores interessados neste tipo de produção. O objetivo é agregar valor ao produto (as sacas podem ter aumento de mais de 30% no preço), conquistar novos mercados e também promover os cafés produzidos em 15 municípios que compõem a Alta Mogiana.

“A produção de café na região é muito ampla. São mais de duas mil propriedades, porém apenas 70 áreas produzem cafés especiais”, disse a consultora de agronegócios do Sebrae, Simone Godman Batistic. O trabalho é feito em parceria com a AMSC (Associação de Produtores de Cafés Especiais da Alta Mogiana) que desde 2013 conquistou junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual) o selo de Indicação de Procedência do Café da Alta Mogiana, atualmente em fase de implantação (leia mais em texto nesta página).

O selo funciona como um certificado, que, além de status, garante a origem, os processos de produção e algumas características sensoriais do café que ganham ênfase nos mercados brasileiro e internacional.

Nas visitas às propriedades, Simone detalha as diferenças do café especial, fala da importância da Indicação Geográfica e orienta o passo a passo ao cafeicultor sobre o que é necessário fazer para conquistar o selo. “Todos os produtores podem ter o selo, porém nem toda produção pode ser certificada, pois há alguns requisitos para se ter um café especial como a altitude, a pontuação em uma tabela sensorial, além da necessidade de estar dentro da região delimitada”, disse a consultora.

Além do trabalho in loco, o Sebrae também faz orientações por carta e incentiva a participação dos cafeicultores em dias de campo sobre qualidade do café e concursos do setor. “Os cafeicultores da região têm potencial para produzir café de qualidade, mas isso não é trabalhado. Não se tem conhecimento sobre como fazer. Por meio do Sebrae fazemos toda a orientação necessária de gestão, tecnologia e acesso ao mercado”, afirmou Simone.

Em preparação
Associado à AMSC há cinco anos, o cafeicultor Adriano César Ferreira, do Sítio Nossa Senhora das Graças, na região de Franca, é um dos produtores que têm sido atendidos pelo Sebrae. Com 12 mil hectares de café, ele trabalha para começar a produzir os grãos especiais a partir de 2016. “Quero ter um café de qualidade como diferencial e também para melhorar de renda”.

Entre as orientações colocadas em prática pelo produtor Adriano Ferreira estão adaptações na propriedade, como a construção de um terreirão e um armazém e também reforço nos cuidados com o pós colheita do café, principalmente na etapa de secagem dos grãos.

Fonte: GCN (texto de Marco Felippe e foto de Dirceu Garcia/Comércio da Franca)

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