Santos vai explodir duas pedras no canal de acesso

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O porto de Santos deu início ontem aos trabalhos de eliminação de uma enorme pedra que existe no meio de seu canal de navegação, limitando o tráfego de embarcações. Depois de 135 anos desde que sofreu o primeiro processo de derrocagem, a pedra de Teffé, com 20.126 m3 de dimensão, levará um mês para ser detonada e retirada definitivamente do porto. A rocha está na direção do terminal de passageiros, localizado na margem direita do porto, em Santos. A estimativa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) é que o serviço termine antes do início da temporada de transatlânticos, que começa no fim de outubro.

Após a pedra de Teffé, também a pedra de Itapema – mais próxima à margem esquerda do canal (do lado do Guarujá) – será explodida. Ao todo, os trabalhos de desmonte levarão dois meses e dotarão as regiões onde as pedras estão de 16 metros profundidade. Hoje, as atuais cotas dessas áreas estão em 12 metros.

Ontem, a Ster Engenharia, vencedora da licitação para realizar a obra pelo valor de R$ 25,5 milhões, iniciou os serviços de perfuração e carregamento com explosivos na pedra de Teffé. Segundo o presidente da Codesp, José Roberto Serra, a detonação começará até sexta-feira. A partir de então, todos os dias o canal de navegação será interrompido por aproximadas três horas para que as explosões ocorram, incluindo os fins de semana. As paralisações devem acontecer sempre a partir das 13 horas, quando normalmente se registra a maré mais baixa e, consequentemente, o menor fluxo de navios.

Fora desse intervalo, o tráfego em direção aos terminais localizados depois da pedra de Teffé será feito por uma faixa de 80 metros de largura na altura da rocha. A largura total do canal é de 150 metros. "Imaginar que um sistema desses não vai de alguma forma dificultar o tráfego seria inverdade. Haverá uma passagem mais criteriosa, com rebocadores, mas nada que comprometa a navegação em si", afirma Serra. Os dois maiores terminais de contêinereres do porto, Libra e Santos Brasil, por exemplo, estão localizados antes da pedra de Teffé. Já os terminais da região do Saboó e da Alemoa (Transpetro; Deicmar, que opera cargas rolantes; Tecondi, que movimenta contêiner; e Usiminas, cargas siderúrgicas, para citar alguns) ficam depois da pedra.

Fonte: Valor Econômico

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