Safra de café conta com chuvas de janeiro para garantir qualidade da produção

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O Estado de Minas Gerais é o responsável por sustentar o Brasil na liderança mundial de produção e exportação de café. Um dos municípios em destaque é Três Pontas, localizado na região sul do estado a 30 km de Varginha, e considerado uma das maiores áreas produtoras de café.

Para garantir um desenvolvimento satisfatório, o grão depende de uma quantidade alta de chuvas, o que tem ocorrido na região. Dados da estação convencional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Varginha mostram que, em apenas treze dias, choveu mais de 60% do esperado para todo o mês de janeiro na região, totalizando 170 mm.

Esse volume de água já é considerado maior do que a quantidade registrada durante todo o mês de janeiro do ano passado, quando choveu apenas 111,6 mm, prejudicando a plantação de café da região. As chuvas estão ocorrendo por conta da influência do fenômeno El Niño, considerado o mais forte desde 1997, que continua atuando e contribuindo com o aumento das chuvas em São Paulo, Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e Sul de Minas.

“Além disso, nós estamos no Verão, uma estação que por si só já é considerada chuvosa. Além disso, também temos uma Oscilação Decadal do Pacífico positiva. Isso facilita a ocorrência de chuva na região Sudeste do país”, explica Bianca Lobo, meteorologista da Climatempo.

Dados da primeira estimativa de produção de café do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, após dois anos consecutivos de problemas climáticos nas principais unidades produtoras de café, a produção do grão no país deve recuperar-se em parte e fechar 2016 com crescimento de 12,5% frente ao ano anterior. Ao todo, o Brasil deve colher cerca de 2.984.433 toneladas ou 49,7 milhões de sacas de 60 kg. Em Minas Gerais, o crescimento alcança 21,4% e deve chegar a 1.609.256 toneladas.

“No momento, os grãos de café estão começando a granar. Esse é o período em que a planta demanda muita água para que ocorra o transporte de nutrientes do solo até as folhas”, explica o engenheiro agrônomo José Carlos de Oliveira. A colheita desta safra deve acontecer em abril, com término previsto entre os meses de outubro e novembro. Para Oliveira, o ideal é que chova moderadamente até o final de março. “Mudanças climáticas e a falta de chuva na região podem influenciar muito no desenvolvimento do grão. Este ano, até o momento, tudo está considerado perfeito por aqui”, diz.

Situação difícil em 2015

Um dos pontos que preocupou as plantações de café no último ano foi a falta de chuva. “Isso aconteceu porque nós estávamos sobre a influência de um bloqueio atmosférico, responsável por dificultar a formação de instabilidades. Fora isso também existia uma Oscilação Decadal do Pacífico negativa, o que dificultou ainda mais a formação de instabilidades nesta região do país”, conta Bianca.

Durante esse período, grande parte das plantações de café entrou em uma fase chamada de estresse hídrico. “Isso ocorre quando existe uma deficiência de água no solo, ou seja, a reserva de água está abaixo do que é considerado normal para a época”, explica Archimedes Coli Neto, presidente do Centro do Comércio de Café do Estado de Minas Gerais (CCCMG) (Foto: Luiz Valeriano/Ascom CCCMG)

Climatempo

O Grupo Climatempo é a principal empresa privada de meteorologia do país. Fornece, atualmente, conteúdo para mais de 50 retransmissoras nacionais de televisão, para rádios de todo o Brasil e para os principais portais. Com cerca de dois mil clientes oferece conteúdo meteorológico estratégico para o setor de agricultura, moda e varejo, energia elétrica, construção civil, seguradoras e indústrias farmacêutica e de alimentos.

O Portal Climatempo transformou-se no veículo líder em visitação do país. É referência na divulgação de conteúdo que estimula a consulta diária de previsão do tempo. Classificado nos principais institutos de pesquisa entre os 30 sites mais visitados do país em língua portuguesa, é visitado por mais de 1, 5 milhão de usuários por dia, chegando a quase 3 milhões nas vésperas de feriados e durante fenômenos extremos de tempo e clima, com um crescimento anual na marca de 30%. O Grupo é presidido pelo meteorologista Carlos Magno que, com mais de 27 anos de carreira, foi um dos primeiros comunicadores da profissão no país.

Fonte: Linhas Comunicação para o Climatempo (Carolina Algaves)

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