Revogada a tabela mínima do frete

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Foi bem sucedida a oposição de diversas entidades representantes dos principais setores produtivos do país – dentre elas, a CNA e a FAEMG – à tabela de preços mínimos de frete, apresentada no fim da tarde de quinta-feira (7/6). O governo federal recuou na decisão, e o ministro dos Transportes Valter Casimiro anunciou a revogação menos de quatro horas após a divulgação.

Um novo documento será elaborado nesta sexta-feira na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Entenda o caso

A fixação de uma tabela de frete era uma das bases do acordo fechado pelo governo com os caminhoneiros para encerrar a paralisação, que durou dez dias e resultou numa crise de abastecimento no país. Publicada quinta-feira, a tabela foi alvo de críticas, já que resultaria em significativo aumento no custo do frete, chegando, em alguns casos, a 200%.

Posicionamento

CNA
O presidente da CNA, João Martins, enviou ofício ao presidente da República, Michel Temer: “Os dispositivos que regulam a tabela não consideraram a interação entre todos os atores que compõem o sistema de transporte rodoviário”.

FAEMG
O presidente da FAEMG, Roberto Simões, falou sobre desdobramentos do encarecimento do frete: “É um custo que teria impactos negativos imediatos, como o aumento do preço dos produtos, a redução da competitividade da produção nacional e o aprofundamento da crise econômica.”

Fonte: Sistema FAEMG

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