Representantes da cafeicultura aguardam envio de voto nesta quinta

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Representantes de sindicatos, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA, cooperativas e Comissão Nacional do Café – CNC – aguardam nesta quinta-feira (27) que Manoel Bertoni, secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, encaminhe o voto quanto às reivindicações da cafeicultura ao Ministério da Fazenda.

Dia 21 de maio, 15 presidentes de sindicatos, representantes de cooperativas, Associação dos Sindicatos do Sul de Minas – Assul, Associação Nacional dos Sindicatos Rurais das Regiões Produtoras de Leite e Café – Sincal, deputados federais Silas Brasileiro e Carlos Melles se reuniram em Brasília para pressionar por respostas.

Arnaldo Bottrel Reis, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha e vice-presidente da Sincal, questionou Bertoni quanto ao preço mínimo da saca de café: como é definido, quais as exigências e a maneira como é divulgado. “A Companhia Nacional de Abastecimento – Conab,que é submetida a ele, faz a elaboração e a encaminha para o Ministério da Fazenda. Mas por quê? O setor da produção, CNA e CNC, e o Ministério da Agricultura é que têm que participar”.

O deputado federal Silas Brasileiro se prontificou em levar esta sugestão ao ministro da Agricultura Wagner Rossi. Segundo ele, antes de ser divulgada a previsão de safra, o setor da produção, que engloba sindicatos e cooperativas, tem que ser ouvido.

No dia anterior, o Comitê de Planejamento Estratégico do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC – e representantes do setor definiram novo mecanismo de financiamento da safra 2010/11. A proposta prevê liberação de recursos para a estocagem, visando o financiamento de até 20 milhões de sacas ao produtor: 15 arábica e cinco robusta. A iniciativa define também valor de 100% do preço mínimo de garantia, com prazos de reembolso de até 540 dias, sendo metade do valor reembolsado em 360 dias, e o restante em 540 contados da data do financiamento.

A intenção é criar um mecanismo contra a queda de preços, garantindo recebimento ao agente financeiro, em caso de recuo nas cotações para níveis abaixo do liberado. Essa estratégia não permite a entrada de cafés num período em que os preços estão muito baixos, possibilitando aumento deles via redução de oferta.

A classe não se esqueceu da prorrogação das dívidas em 20 anos, proposta esta que consta na “Carta de Varginha” e está junto às reivindicações já entregues ao Ministério da Agricultura.

* Luana Lara

Fonte: Assessoria de Comunicação Sindicato dos Produtores Rurais de Varginha

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