Regiões do Paraná sofreram menos que o esperado com a geada

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A Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), no Paraná, acredita que na região os prejuízos com a geada do início de julho foram pequenos. Segundo Tarcísio Andrade Machado, técnico agrícola especialista em café da unidade de Apucarana, região mais atingida da cooperativa, a expectativa é de que as perdas de produtividade na próxima safra fiquem entre 15% a 20%. “Nas regiões mais baixas, o cafezal sentiu mais, mas há muitas lavouras em que a requeima das folhas foi superficial, atingindo mais o ponteiro e as pontas das ramas”.

A recomendação é para monitorar e esperar a rebrota das plantas para avaliar a real extensão dos danos. “As lavouras estão em processo de desfolha, tanto por causa da colheita como da geada. Só no final de agosto e início de setembro, com a retomada das chuvas e início da rebrota, é que poderemos avaliar a situação das plantas e verificar quais medidas serão necessárias ou que tipo de poda”, completa Tarcísio.

Carlópolis, principal região produtora de café do Paraná, responsável por 15% da produção local, teve danos de baixa intensidade. “Nada que vá limitar a produtividade na próxima safra. Se houver perdas por causa da geada, não serão maiores do que 5%”, comenta Elton Portes Gonçalves, técnico agrícola especializado em café no município.

Em Altônia, Iporã e São Jorge do Patrocínio, técnicos afirmam que a geada só “sapecou” as folhas de cima. Nestes três municípios a produtividade média deve ficar em 15 sacas por hectare, já que a maturação dos grãos foi bastante desuniforme.

Com a colheita praticamente finalizada em Carlópolis, Elton diz que a região também sofreu mais com a estiagem e as altas temperaturas, com reflexos na colheita em andamento. “A quebra de produtividade deve ser de 30% a 40%, reduzindo de uma média de 40 sacas por hectare para 26 sacas. As quatro a cinco floradas ocorridas também interferiram na qualidade dos grãos”, avalia o técnico. Para a próxima safra, a aposta é em bons resultados, se o clima ajudar até o final. “As lavouras esqueletadas no ano passado apresentam bom desenvolvimento vegetativo e grande capacidade produtiva, e encerrada a colheita, vamos esqueletar os talhões que produziram este ano”, completa Elton.

As informações são da revista Campo & Negócios.
Extraído do site CaféPoint

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