Receita com embarque de café tem queda

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Os dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), em relação às exportações do agronegócio de Minas Gerais, ao longo do primeiro bimestre deste ano, mostram que o faturamento gerado com as exportações de café, principal produto do agronegócio, retraiu novamente. A receita obtida com a comercialização do grão recuou 24,6%, com a movimentação de US$ 11,1 milhões. No mesmo período, o desempenho de outros produtos importantes, como a carne bovina e o complexo soja foi positivo.

A redução de 24,6% no faturamento com os embarques de café teve como influência a queda de 30,2% no preço da tonelada. Enquanto nos primeiros dois primeiros meses de 2015 o volume estava avaliado em US$ 3,6 mil, no primeiro bimestre de 2016 a tonelada foi negociada a US$ 2,5 mil. Ao todo foram exportadas 214 mil toneladas de café, frente ao montante de 198 mil de toneladas embarcadas em igual período do ano anterior, alta de 8%.

Para o diretor do Escritório Carvalhaes, consultoria especializada na análise do mercado de café, Eduardo Carvalhaes Júnior, ainda é cedo para traçar expectativas em relação às exportações do grão, que vão depender do volume disponível e também dos rumos da economia e da política nacional. Para ele, a princípio, se o volume disponível de café for suficiente para manter o mesmo ritmo observado no ano passado será um resultado positivo.

No primeiro bimestre deste ano foram exportadas 214 mil toneladas de café, alta de 8% ante mesmo período de 2015/Divulgação

Estoques – “Se levarmos em consideração os números da safra e dos estoques, que estão em níveis baixos em função das perdas produtivas registradas em 2014 e 2015, acho difícil falarmos em aumento das exportações em 2016 e 2017. Se repetirmos os mesmos volumes dos anos anteriores será um resultado excepcional”, explica.

Ainda segundo Carvalhaes, o setor deve torcer para que o clima continue favorável para a produção cafeeira. “Não temos café sobrando. Vamos torcer para que tenhamos um ano com clima bom e uma safra positiva, para continuarmos a atender a demanda dos mercados interno e externo. Os números disponíveis para a safra 2016 apontam para um volume ajustado no País, entre 55 milhões de 56 milhões de sacas de 60 quilos, se levarmos em conta o volume consumido, em torno de 35 milhões para exportação e consumo interno em 20 milhões de sacas”, avalia.

Fonte: Diário do Comércio (Michelle Valverde)

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