Quedas do café na NYBOT e BM&F confirmam tendência baixista para o curto prazo

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O café permanece numa fase ruim, registrando quedas tanto na Bolsa de Nova York, quanto na brasileira BM&F. O cenário da crise européia, sobretudo em função da Grécia e Espanha, corrobora para que “aumentem as posições vendidas e pressionem ainda mais as cotações do café”, diz Rodrigo Dutra, analista de mercado.

A suposta safra recorde de 50,5 milhões de sacas, que poderá ser colhida neste ano, eleva as chances de que o grão atinja as novas mínimas durante o curto prazo. Alguns analistas sugerem que o café deve bater US$1,50 a libra-peso na Bolsa nova-iorquina. Mas, na opinião de Rodrigo Dutra, isso não acontecerá, “não vejo esse momento chegar”, diz. Para ele, US$1,60 a libra-peso será o patamar mínimo do produto, mas que já requer atenção dos cafeicultores.

Apesar das visões pessimistas, o mercado do café, de um modo geral, tem fundamentos positivos. Eles “auxiliam a acreditar que o café deveria estar com preços mais aquecidos”, afirma. No Brasil, poderá ajudar na reação dos preços, a liberação da verba do Funcafé. A época do ano, quando o clima começa a registrar temperaturas mais baixas, também contribuem para uma possível retomada das cotações.

Fonte: Notícias Agrícolas

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