Produtores de café de São Paulo suspendem a colheita da safra

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A pequena quantidade de café no terreiro da fazenda em Divinolândia, quase na divisa de São Paulo com Minas Gerais, é um reflexo da safra deste ano. Os grãos estão desiguais, a maturação não foi uniforme. A falta de chuva na época ideal fez a planta dar mais de uma florada e o resultado são frutos amadurecendo em diferentes fases.

O desafio para o agricultor é encontrar o ponto ideal de colheita. Se esperar demais, os grãos maduros secam no pé e caem. Se colher antecipadamente, a quantidade de grãos verdes pode prejudicar a produção.

De um jeito ou de outro, já tem produtor esperando menos café de qualidade que na safra passada.

Na cidade vizinha, Caconde, onde a safra normalmente começa mais cedo, apenas 5% da produção foi colhida até agora.

Há duas semanas, a agricultora Roberta Bazilli deu início à colheita, mas teve que parar tudo. “Estava um percentual de verde muito grande, em torno de 40%", conta.

Ela fez certo em esperar, diz o engenheiro agrônomo Daniel de Oliveira, que explica que os galhos altos floresceram com a primeira chuva, em setembro e outubro, mas isso não foi ideal para carregar todo o pé. Assim, as partes mais baixas só se desenvolveram com as chuvas que caíram em novembro e dezembro.

O ideal agora seria fazer uma colheita seletiva, passando mais de uma vez em cada pé. “Estive na Nicarágua o mês passado e lá a colheita é seletiva, eles passam quatro vezes por cada talhão colhendo só os frutos madurinhos. Aqui no Brasil essa prática é inviável por causa do custo da mão de obra, que é muito alto", conta Roberta.

Fonte: Globo Rural

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