Produção de café na América Central se recupera após surto de ferrugem, diz OIC

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A produção de café na América Central e México deve subir 4,3% na safra 2017/18, após um aumento de 16,3% no ano-safra de 2016/17, já que vários países da região se recuperaram do surto de ferrugem do café de alguns anos atrás. A avaliação é da Organização Internacional do Café (OIC), em relatório mensal de novembro.

Antes do surto de ferrugem do café, a produção de Honduras cresceu em torno de 6,8% ao ano, atingindo 5,89 milhões de sacas de 60 kg no ano-safra de 2011/12. No entanto, a produção caiu 22,2% nos dois anos-safra seguintes. “Esforços foram feitos para combater a doença, como o replantio com cafeeiros resistentes à ferrugem e o treinamento técnico dos cafeicultores”, informa a OIC.

Desde 2014/15, a produção do país cresceu cerca de 12,2% ao ano, alcançando um novo recorde de 7,43 milhões de sacas em 2016/17. Estima-se que em 2017/18 a produção de Honduras seja de 8,35 milhões de sacas.

A produção da Guatemala recuou, em média, 2,1% ao ano entre o ano-safra de 2000/01 e 2012/13. Entre 2011/12 e 2013/14, o volume produzido caiu 17,2% para 3,19 milhões de sacas, o mais baixo desde 1988/89. Em resposta ao surto de ferrugem, os cafeicultores da Guatemala replantaram e podaram seus cafeeiros, empregaram melhor manejo das lavouras e expandiram o uso de fumigação.

“Como resultado desses esforços, a produção passou para 3,31 milhões de sacas em 2014/15 e continuou a crescer nos últimos dois anos-safra”, relata a OIC.

Já a produção de café na Costa Rica e em El Salvador apresenta uma tendência baixista desde 2000/01, registrando queda anual de 2,3% e 3,1%, respectivamente. De 2011/12 a 2013/14, o surto de ferrugem do café provocou uma queda adicional na produção de 15,2% na Costa Rica e de 56,5% em El Salvador.

Enquanto a produção de El Salvador aumentou de forma geral desde as 0,51 milhão de sacas produzidas em 2013, a produção permanece bem abaixo do volume médio alcançado antes do surto.

Em compensação, a produção da Costa Rica não cresceu desde o surto, embora o declínio anual nos últimos três anos tenha retornado ao mesmo nível antes do surto. No entanto, estima-se que a produção do país alcance 1,56 milhão de sacas em 2017/18.

A produção da Nicarágua cresceu a uma taxa média de 2,8% ao ano entre 2000/01 e 2011/12. Depois de chegar a 2,19 milhões de sacas em 2011/12, a produção do país caiu para 1,87 milhão de sacas no ano-safra de 2012/13.

No entanto, ao contrário de outros países da região, a produção do país se recuperou, perfazendo 2,06 milhões de sacas em 2013/14, apesar de ter recuado para 1,90 milhões de sacas no ano-safra seguinte. Desde então, a produção da Nicarágua cresceu cerca de 6,6% ao ano e é estimada em 2,3 milhões de sacas em 2016/17, conclui a OIC.

Fonte: Estadão Conteúdo

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