Produção de café em Rondônia tem avanço e pode ser recorde em 2019

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A produção de café em Rondônia deve superar as 2,3 milhões de sacas de 60 quilos em 2019 e bater recorde de produção, amparada pelo regime de chuvas favorável à cultura e pela entrada de novos cafezais no Estado.

Embora Rondônia não seja um grande produtor como Minas Gerais, por exemplo – que produziu 31,8 milhões de sacas na safra atual – os cafeicultores do estado ampliaram a produtividade nos últimos anos com a modernização das lavouras e o investimento em novas mudas mais produtivas.

Em 2018, a produção aumentou para 2,2 milhões de sacas de 60 quilos, a maioria da variedade robusta, crescimento de 2,1%, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). “Está tudo se encaminhando para que tenhamos uma safra recorde em 2019, superior a 2,3 milhões de sacas”, diz o engenheiro agrônomo da Empresa Estadual de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-RO), Janderson Dalazen.

O recorde foi alcançado em 2003, quando a produção somou 2,5 milhões de sacas. Mais recentemente, em 2010, a safra chegou a 2,37 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com dados da Embrapa Rondônia. No entanto, as áreas de produção eram 61,9% e 53,7%, respectivamente. Dalazen atribui o crescimento às chuvas ao longo da florada e também ao começo da produção de novos cafeeiros na região.

“O cultivo de mudas produzidas a partir de clones de alta produtividade [em substituição àquelas multiplicadas a partir de sementes] está permitindo a atualização das lavouras com genética melhorada e mais produtiva”, pontua. A irrigação, adubação e adoção de técnicas adequadas de manejo da lavoura também são razões para o aumento da safra, indica a Embrapa.

A produtividade média de 30,97 sacas por hectare obtida em 2018 foi 18,6% maior que a do ano anterior. “O produtor está apostando em uma área menor com maior tecnologia e produtividade”, justifica o agrônomo da Emater- RO. De acordo com recente levantamento divulgado pela Conab, a produtividade no Estado só não é mais expressiva devido a um significativo percentual da área em produção de café seminal – ainda que a estatal não indique a quantidade. Além disso, há áreas novas que ainda não entraram em produção. Conforme a companhia, a incidência de doenças e pragas, com ênfase para a Cochonila-da-roseta, prejudicou o desempenho das lavouras. Segundo Dalazen, neste ano, mais de 20 milhões de novas mudas foram cultivadas. Em 2019, cerca de 30 milhões de mudas devem ser regularizadas para a venda no Estado.

Área e produtividade

Se a produção do Estado vem crescendo, a área vai no caminho oposto. Estimada em 63,9 mil hectares na temporada 2018, a área recuou 14% em relação a da safra passada, segundo a Embrapa Rondônia.Conforme o engenheiro agrônomo da Emater do Estado, o café local se destaca também pelo cuidado com a sustentabilidade. A Emater mantém parceria com o Programa Brasil da Plataforma Global do Café (GCP, da sigla em inglês), que orienta os produtores a produzir de forma sustentável, com menor uso de agroquímicos e práticas de preservação de recursos naturais. Os produtores também recebem assistência técnica coletiva, tornando a orientação mais rápida.

Qualidade

Embora a maior parte da produção seja destinada à produção de café solúvel, o Estado também começa a se destacar com cafés especiais. Neste ano, sete das 30 melhores amostras de cafés que foram selecionadas na categoria canephora (conilon/robusta) ao Prêmio Coffee of The Year Brasil 2018 – na Semana Internacional do Café (SIC), que acontecerá em Belo Horizonte no mês de novembro – são de Rondônia. Ao todo, dez produtores do Estado devem participar do evento.“O diferencial do café local é a aposta na variedade robusta e também híbrida, gerando um produto de grande qualidade”, salienta Dalazen.

Fonte: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços (Por Marcela Caetano)

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