Presidentes de Sindicatos discutem política, economia e mercado em evento

Imprimir

O segundo dia do 6º Encontro de Presidentes de Sindicatos de Produtores Rurais, que está sendo promovido pelo SISTEMA FAEMG, no Hotel Dayrell, foi dedicado a palestras sobre as conjunturas política e econômica e as perspectivas para os mercados de soja, milho, café, leite e carne.

A primeira palestra foi de Denis Rosenfield, que falou sobre o cenário político nacional. Professor titular do Departamento de Filosofia da UFRGS e articulista dos jornais O Estado de S. Paulo, O Globo e Diário do Comércio, ele disse que o maior desafio é superar a instabilidade política, agravada pela crise econômica: “Enquanto o país tinha uma economia forte, os problemas políticos eram contornáveis. Agora, não são mais”. Para ele, é necessário formar um governo de unidade nacional para desfazer a crise econômica. 

O palestrante seguinte foi Ricardo Amorim. Economista, participa do programa Manhattan Connection, do canal Globo News, e escreve para a revista Isto É, acredita que o país está próximo do “fundo do poço” e que a economia voltará a crescer a partir do próximo ano. Ele ressaltou que, apesar dos problemas econômicos, o agronegócio tem condições de manter o bom desempenho. Mas advertiu para a possibilidade de alguns segmentos agrícolas mais dependentes do mercado interno começarem a sentir, nos próximos meses, o impacto da queda do poder aquisitivo da população. De acordo com ele, os produtores devem se manter otimistas e lembrou que crises como essa são excelentes oportunidades para investir.

Grãos
O engenheiro agrônomo e mestre em economia aplicada, André Pessôa, se disse otimista com as culturas de soja, milho e café. Em sua palestra, reafirmou que o cenário é positivo, desde que o câmbio continue ajudando a remunerar os produtores: “Enquanto na época de plantio a moeda norte-americana estava em torno de R$ 2,40, no momento da venda chegou a R$ 3,20. Insumos e tecnologia eram adquiridos com preços em baixa e comercializados em alta. Acredito que a rentabilidade deverá prosseguir até o final deste ano”.

Corte e Leite
Para o sócio da Agroconsult e engenheiro agrônomo, Maurício Palma Nogueira, o diferencial tanto da pecuária de corte como da leiteira é a “tecnificação”. Segundo ele, o mercado favorece produções com maiores níveis de tecnologia e qualidade: “Além da melhoria, os criadores estão muito mais atentos à ILP (Integração Lavoura –Pecuária)”. Porém, alertou para a preocupação dos produtores com relação ao risco de impactos imprevisíveis na economia e na relação investimento/retorno, pois nestas atividades haverá redução.

Fonte: Sistema FAEMG

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *