Preocupação com safra de 2017 impulsiona preços do café

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Os preços do café subiram nas bolsas e também estiveram firmes no Brasil ao longo do mês de outubro. O principal fator que definiu a sustentação das cotações é a preocupação com a safra brasileira de 2017, em meio à condição climática neste período de floradas e “pegamento” dessas floradas com o regime de chuvas insatisfatório em muitas regiões.

O mercado internacional vem lidando com uma relação apertada entre oferta e demanda e a ameaça de uma safra 2017 do Brasil prejudicada gera preocupação. A produção de conilon do País foi muito afetada já em 2016, e continuam faltando chuvas no Espírito Santo e em outras áreas. Fala-se em perdas certas para 2017 e para o arábica também há temores. Assim, na bolsa de Nova York, para o arábica, e em Londres, para o robusta, os preços reagiram.

O dólar fraco no Brasil é outro fator altista, sendo fator de desestímulo a um melhor ritmo nas exportações. Completando o cenário de sustentação, outros países, como o Vietnã, também enfrentam incertezas produtivas. E agora é chegado o período de maior demanda no Hemisfério Norte, com a proximidade do inverno, com os compradores enfrentando uma oferta restrita.

No balanço mensal, os contratos do arábica em Nova York (ICE Futures) para entrega em dezembro subiram de 151,30 centavos de dólar por libra-peso ao final de setembro para 164,80 centavos neste dia 27 de outubro, alta de 8,9%.

Já o robusta em Londres subiu no mesmo comparativo 7,3% no contrato janeiro, passando de US$ 2.027 para US$ 2.175 a tonelada.

Brasil – No mercado brasileiro, as cotações também seguiram firmes em outubro, reagindo aos ganhos nas bolsas. Mas os avanços no conilon foram muito mais fortes, diante da restrição na oferta e da necessidade dos compradores.

No balanço mensal, o arábica bebida boa no sul de Minas Gerais subiu de R$ 515,00 para R$ 520,00 a saca no período. Já o conilon tipo 7 em Vitória, no Espírito Santo, passou de R$ 450,00 para R$ 535,00 a saca. (Com informações da Safras & Mercado)

Fonte: Diário do Comércio

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