Prêmio Região do Cerrado Mineiro revela campeões e movimenta mais de meio milhão de reais

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Na noite do dia 30 de outubro, a Federação dos Cafeicultores do Cerrado realizou a cerimônia de premiação e leilão dos lotes finalistas do VII Prêmio Região do Cerrado Mineiro. O evento, que aconteceu na Casa Garcia, em Uberlândia (MG), reuniu o agronegócio café entre produtores, cooperativas, associações, cafeterias, torrefações, exportadores e importadores.

Foram revelados os produtores do melhores cafés da safra, divididos em duas categorias, Natural e Cereja Descascado. Na categoria Cereja Descascado, o grande campeão foi Eduardo Pinheiro Campos, da Fazenda Dona Nenem em Presidente Olegário, com a nota de 87,63 pontos e o café da variedade Bourbon Amarelo. A 2ª colocação ficou com Rafael Vinhal, da Fazenda Estrela em Serra do Salitre, com a nota de 87,50 pontos o café da variedade Catuaí Vermelho. Guima Café, de Varjão de Minas, ficou a terceira colocação da categoria Cereja Descascado, o Bourbon Amarelo alcançou a nota de 86,63 pontos.

Eduardo Pinheiro Campos, Tricampeão do Prêmio Região do Cerrado Mineiro, e único finalista em todas as edições falou da emoção em vencer mais uma vez. “Tenho a honra e alegria de participar novamente com meus amigos cafeicultores, em cada concurso nos sentimos diferentes, não há como explicar a emoção que a gente sente nesse momento. Posso dizer que estou muito orgulhoso do trabalho dos meus colaboradores, pois são eles quem preparam esses cafés.” – explicou Campos.

Na categoria Natural a Família Naimeg, da Fazenda Londrina, sagrou-se campeã, com o café da variedade Rubi que atingiu 90,04 pontos. A segunda colocação ficou com outra família, a Família Aga, estreante no concurso, o café da variedade Catuaí Vermelho da Fazenda Douradinho, chegou a 88,63 pontos. Maria Soraia Guimarães, outra estreante, ficou com a terceira colocação, com o café da variedade Mundo Novo, produzido na Fazenda Jacu Lugar Tijuco, atingiu 87,46 pontos.

Jorge Naimeg, campeão da categoria natural e recordista do leilão, falou do trabalho que levou ao título. “Estamos muito felizes! Esse é um reconhecimento do trabalho e da dedicação do ano inteiro de toda uma equipe, de toda família, e conseguimos esse resultado que tanto esperamos. Agradecemos as empresas que arremataram nosso lote e espero que todos que tomem o nosso café gostem o nosso trabalho”- afirmou o recordista.

Leilão e novos recordes
O leilão dos lotes finalistas esteve a cargo da empresa Investbras. Mauro Lúcio dos Santos foi o leiloeiro oficial e contou com a presença de 17 compradores. Os três primeiros colocados de cada categoria tinham 3 sacas (60 quilos) em oferta, as outras 7, que compõe o lote, foram vendidas antecipadamente. As demais colocações foram ao leilão com o lote de 10 sacas.

Compradores e produtor do café mais caro do Cerrado Mineiro (800 x 533)

A edição deste ano trouxe um novo recorde, o café campeão da Categoria Natural, da Família Naimeg foi arrematado por R$20.017,00 a saca de 60 quilos, por um consórcio formado por Expocaccer, CarmoCoffees e Café Cajubá. Ao formar o Consórcio, Carlos Santana, representando a CarmoCoffees afirmou que a união da empresas foi motivada pelo projeto da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, o Integrating the Coffee Chain, que une a cadeia do café em torno da Denominação de Origem Região do Cerrado Mineiro e que, com este espírito, também quebrariam o recorde anterior de R$19.000,00 a saca de 60 quilos.

A premiação movimentou R$509.433,00 entre as vendas antecipadas e leilão, superando o valor de R$389.983 arrecadados em 2018. O valor médio da venda dos lotes, por saca, no leilão foi de R$4.500,00, quase três vezes superior a média de 2018.

Os maiores compradores do leilão, em valores, foram o Café Cajubá, Expocaccer e Lucca Cafés Especiais.
Francisco Sérgio de Assis, presidente da Federação dos Cafeicultores do Cerrado comemorou o resultado. “Recebemos o feedback de grandes compradores e exportadores de que o café da Região do Cerrado Mineiro está cada vez melhor, o que prova a competência dos cafeicultores da nossa Região. Além dessa qualidade e da sustentabilidade, o que nos faz fortes é a nossa união e propósito de gerar riquezas e renda.” – disse Assis.

O Sebrae é grande parceiro da Região do Cerrado Mineiro, não apenas no Prêmio Região do Cerrado Mineiro, mas de diversos projetos, como lembrou João Cruz Reis Filho, Diretor Técnico do Sebrae Minas. “O Sebrae é parceiro da Região desde o início, o trabalho de valorização da Origem, o reconhecimento da Região do Cerrado Mineiro como região produtora de cafés diferenciados, a valorização da marca território, engajamento dos produtores, o suporte do Projeto Educampo e de vários projetos do Sebraetec todo esse ferramental que o Sebrae tem para com a Região, tudo contribui para o desenvolvimento e valorização da cafeicultura na Região e aqui é o congraçamento onde enaltecemos os melhores cafés.” – explicou o Diretor.

Integrating the Coffee Chain
O projeto Integrating the Coffee Chain, lançado este ano na Feira de Cafés Especiais que aconteceu em Boston, nos Estados Unidos, também foi apresentado durante a premiação e reconheceu o trabalho dos canais credenciados à Federação dos Cafeicultores do Cerrado, são eles: Ally, EISA, NKG Stockler, Sucafina, Cafebras, Nucoffee e Expocaccer.

A Federação dos Cafeicultores do Cerrado reconheceu ainda, produtor, cooperativa, canal e armazém credenciado, que são, aqueles que mais utilizaram o Selo de Origem e Qualidade Região do Cerrado Mineiro, durante a safra 2018/2019, que teve o total de 101.296 sacas lacradas.

O produtor com maior volume de cafés com selo de origem e qualidade 2018/2019 foi Jorge Naimeg, com 7.652 sacas

A cooperativa com maior volume de cafés com selo de origem e qualidade, que também é o canal com o maior volume de cafés com selo de origem na safra 2018/2019 foi a Expocaccer com 45.749 sacas
E armazém de produtor com maior volume de cafés com selo de origem na safra 2018/2019 foi a Acauã Armazéns Gerais, de Reinaldo Olini, com 4.779 sacas.

Homenagens
A Federação dos Cafeicultores do Cerrado homenageou pessoas importantes para o desenvolvimento da Região do Cerrado Mineiro, com o Troféu Personalidade de Atitude. Nesta edição foram homenageados, Cesarino Bicalho, Superintendente da Assogotardo; Naiara Marra, Analista do Sebrae no Cerrado Mineiro; Régis Damásio Salles, Superintendente da monteCCer e Tarcísio Daniel, Presidente da Carpec.

Troféu Ético e Rastreável
Uma das novidades da edição 2019 do Prêmio Região do Cerrado Mineiro foi o Troféu Ético e Rastreável que tem por objetivo valorizar e reconhecer ações de caráter social, ambiental ou de boas práticas agrícolas, realizadas pelos produtores finalistas.

Após a avaliação de uma banca de especialistas, o projeto “Brotar – A criança como multiplicador”, realizado pela Guima Café levou o troféu. O projeto existe desde 2014, é realizado em parceira com escola Municipal Dona Luíza Alves de Souza, distrito de Varjão de Minas e atende 30 crianças entre 4 e 12 anos. São desenvolvidas atividades educativas no âmbito social e ambiental, integrando empresa e escola, visando agregar valores, vivências, ferramentas de aprendizado, respeito ao próximo e ao ambiente onde se vive.

Troféu Escola de Atitude
Um dos momentos mais emocionantes do VII Prêmio Região do Cerrado Mineiro foi a entrega do Troféu Escola de Atitude, mais uma das novidades da premiação. O Troféu valoriza iniciativas de escolas, que estejam no Cerrado Mineiro e que tenham ações ou projetos transformadores, que influenciem a vida de crianças e adolescentes. A Escola Eurípedes Barsanulfo de Sacramento foi a contemplada e receberá 10% do valor arrecado com a venda dos lotes finalistas, um total de R$50.943,30.

A escola filantrópica desenvolve uma metodologia pioneira no Brasil, chamada de metodologia do amor, onde as crianças são estimuladas a se desenvolverem como seres completos. A escola recebe 300 crianças de 8 meses até o 5º ano escolar, sendo que destas, 200 ficam na escola em tempo integral.

Os alunos da escola emocionaram e encantaram a todos com um número musical lembrando clássicos da música brasileira como Asa Branca e Sabiá. Além de cantarem, eles apresentaram um número de Cup Songs e tocaram instrumentos de percussão feitos com galões recicláveis.

O prêmio Região do Cerrado Mineiro é uma iniciativa da Federação dos Cafeicultores do Cerrado com apoio do Sebrae, das Cooperativas e Associações filiadas. A Syngenta foi a patrocinadora oficial e a premiação contou ainda com os patrocínios de Sicoob, Case IH, Pinhalense, Investbras e Rabobank.

Fonte: Departamento Comunicação e Marketing da Federação dos Cafeicultores do Cerrado

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