Preços do café em alta expressiva com falta de estoques e reflexo dos recursos do Funcafé

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“A produção mundial de café está muito afinada com o consumo mundial e não existe estoque de café, não existe café sobrando”, diz o analista de mercado Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, explicando as fortes altas que o café apresentou nesta quinta-feira, tanto em Nova York quanto na BM&F. No final do pregão, o vencimento setembro, em Nova York, subiu 825 pontos (5,14%) e fechou a 168,75 cents l/b. Na BM&F a saca de 60 quilos foi negociada a a 194,50 para setembro com alta de 4,91%.

Segundo o analista, o café de qualidade tem sido muito procurado, o que tem mantido o mercado firme, com preços trabalhando com altas de mais de mil pontos no externo. A liberação dos recursos do Funcafé também colabora com esse avanço das cotações uma vez que permite que o cafeicultor possa segurar sua produção para vendê-la a preços ainda melhores.

A orientação para o produtor é de que execute vendas parcialmente, caso necessite cumprir compromissos urgentes, para que possa ser beneficiado com essas altas. Caso não esteja nessas condições, o melhor é esperar pois, afinal, a tendência para o médio prazo é de mercado firme.

Os estoques na ICE diminuiram 1.435 sacas, para 2.246.631 sacas. Já os contratos futuros do café robusta negociados na Bolsa de Londres (Euronext Liffe) terminaram o dia com ganhos expressivos. Os lotes para entrega em setembro fecharam a US$ 1.649 por tonelada, em alta de US$ 69 ou 4,37%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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