Preços do arábica avançaram no acumulado de novembro

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Forte oscilação externa limita avanços no Brasil. As cotações internacionais do arábica apresentaram forte oscilação em novembro. O contrato de arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures) com vencimento em dezembro fechou a 233,80 centavos de dólar por libra-peso no dia 30 de novembro, alta de 4,5% em relação ao dia 1º. No mercado brasileiro, os preços avançaram ligeiramente no acumulado do mês, com vendedores seguindo retraídos. Neste cenário, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 bebida dura para melhor, posto na capital paulista, teve média de R$ 493,83/saca de 60 kg em novembro, ligeira alta de 0,7% em relação à de outubro. De modo geral, as negociações continuaram lentas no físico brasileiro. Com menor estoque no BR, preços podem seguir firmes.

Os estoques finais de café desta temporada brasileira (2011/12) foram reduzidos para 3,39 milhões de sacas no relatório mais recente do USDA, divulgado em novembro. Este volume é 14,9% maior que o verificado no final da safra

passada (2010/11), mas 31,4% menor que o da estimativa anterior, divulgada em maio. Quanto à produção brasileira para esta temporada, de bienalidade positiva, foi mantida pelo USDA em 49,2 milhões de sacas de 60 kg, acima das 43,2 milhões de sacas estimadas pela Conab. Os estoques ainda relativamente baixos combinados à queda na produção em outros países e ao consumo em alta reforçam o cenário de preços firmes para o café nos próximos meses.  Do lado da demanda, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), divulgados pelo USDA, indicam que o consumo brasileiro de café torrado e de solúvel aumentou em 2011 – a Associação considera o período de novembro/10 a outubro/11. A Abic aponta consumo de 19,8 milhões de sacas em equivalente café verde, avanço de 3,3% em relação ao verificado entre novembro/09 a outubro/10.

Em relação à safra mundial 2011/12, a Organização Internacional do Café (OIC) a estima em 127,4 milhões de sacas, 2% menor que a prevista em julho e 4,4% menor que a observada na safra passada (2010/11), firmando-se como fundamento de sustentação dos preços.

Os novos dados da OIC reforçam que as condições climáticas desfavoráveis em importantes países produtores têm prejudicado a produção. A Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia (Fedecafe) prevê que a produção daquele país pode ficar entre 8 e 8,5 milhões de sacas, perto de alcançar os níveis mais baixos dos últimos 35 anos. As estimativas iniciais apontavam para um volume de 9,5 milhões de sacas.

Para a Indonésia, a OIC estima a produção atual em 6,7 milhões de sacas, redução de expressivos 21,2% na comparação com o estimado para a temporada passada, que foi de 8,5 milhões de sacas. No entanto, segundo a Organização dos Exportadores Indonésios de Café, apesar de as fortes chuvas terem prejudicado as lavouras em 2011, a estimativa para a temporada corrente é de 8,7 milhões de sacas e, para a de 2012, de 10,8 milhões de sacas.

Fonte: Cepea/Esalq

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