Preço do café mantém trajetória de queda em janeiro

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O preço interno do café arábica mantém a trajetória de queda neste início de ano. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), com base no Estado de São Paulo, aponta uma desvalorização acumulada de 3,08% até a terça-feira (15/1), quando fechou em R$ 402,67 a saca de 60 quilos. Dois meses atrás, a referência estava acima de R$ 450.

Os pesquisadores afirmam que a queda nos preços tem sido influenciada pelo movimento na Bolsa de Nova York (Ice Futures), principal referência internacional para a cotação da commodity. Diante da situação, os produtores têm ficado fora do mercado e os negócios se mantêm em ritmo lento.

“Grande parte dos produtores de café arábica está retraída das negociações, devido ao recuo acentuado das cotações nos últimos meses e às expectativas de uma temporada 2019/2020 satisfatória”, dizem, em nota divulgada nesta quarta-feira (16/1).

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que neste ano, a colheita de café deve ser de 53,4 milhões de sacas de 60 quilos no Brasil. O número é 10,8% menor que o do ano passado

Desse total, 38,2 milhões de sacas devem ser de café arábica, 14,9% a menos que em 2018, levando-se em conta a bienalidade da produção que, neste ano, é de ciclo baixo. Já a produção de robusta deve aumentar 1,5% e chegar a 15,2 milhões de sacas.

O robusta, aliás, também iniciou o ano em queda, aponta o indicador do Cepea com base no espírito Santo. A desvalorização acumulada é de 0,85% até a terça-feira (15/1), quando a referência fechou a R$ 301,99 a saca de 60 quilos.

Fonte: Revista Globo Rural

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