Preço do café cai mais de 10% no primeiro semestre, diz CNA

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O preço do café arábica caiu 10,33%, em média, no primeiro semestre deste ano, registrando cotação de R$ 418,62 pela saca de 60 quilos, um movimento atribuído à intensificação da colheita da safra nacional. O número está no boletim Ativos do Café, divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A conta foi feita com base em informações de municípios de referência para as diversas regiões da produção cafeeira nacional.

A maior queda entre as praças analisadas ocorreu em Manhumirim (MG), onde a saca perdeu 16,57% do seu valor nos primeiros seis meses do ano. A região onde o produto menos se desvalorizou foi a da também mineira Guaxupé (1,61%). De modo geral, nas regiões com produção feita com processos manuais, a média foi de R$ 401,79 a saca.

Nas regiões onde há lavoura mecanizada, o preço médio foi de R$ 434,37 a saca de 60 quilos. Embora mais alto, em comparação com as lavouras de processo manual, nessas áreas também houve queda nas cotações. Em Luis Eduardo Magalhães (BA), o preço do café teve redução de 12,1%. Em Capelinha (MG), a desvalorização do arábica foi de 11,64%.

“A gestão do caixa da propriedade nos próximos meses deve ser realizada com critério. Como no período pós-colheita os preços tendem a se reduzir, os produtores que não realizaram operações de venda em mercados de derivativos agropecuários devem planejar sua comercialização minuciosamente”, diz o boletim.

Ao mesmo tempo em que o preço caiu, o custo de produção subiu no primeiro semestre. De acordo com os dados da CNA, produzir café foi, em média, 6,28% mais caro. O item que mais pressionou foi o fertilizante. Em regiões com processo produtivo manual, o aumento médio foi de 18,63% entre janeiro e julho deste ano. Nas áreas mecanizadas, a alta foi de 22,28%.

“O produtor deve ficar atento ao momento da compra dos insumos para o próximo ano agrícola, especialmente os fertilizantes. Como a demanda aumenta após o término da colheita, há possibilidade de elevação ainda maior em seus preços”, destaca o documento.

Fonte: Redação Globo Rural (Raphael Salomão)

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