PIB fraco e dólar forte desafiam Copom

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O desempenho decepcionante do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre concentra as atenções dos investidores nesta manhã, com reações intensas em todos os segmentos de negócios. O Ibovespa operava em queda firme, abaixo dos 56 mil pontos, enquanto o dólar disparava, testando máximas em vários meses. 

Os juros futuros, por sua vez, recuavam, com agentes reduzindo as apostas em uma ação mais firme do Banco Central (BC) na decisão de política monetária desta noite. O PIB cresceu modesto 0,6% no primeiro trimestre, em relação ao trimestre anterior, abaixo da mediana das estimativas colhidas pelo Valor Data, de 0,90%, e no piso do intervalo das projeções. O resultado, apresentado pelo IBGE, detonou uma onda de revisão de expectativas para o crescimento da economia no ano, que agora têm a marca de 2,5% como teto. Embora analistas considerem que o resultado do PIB enfraquece a aposta em 0,5 ponto percentual de alta da Selic, o que se vê nos juros de curtíssimo prazo é que nem todas as fichas nessa ideia foram retiradas. Isso porque agentes não descartam ainda que o BC aproveite a oportunidade para dar um choque de expectativas e eleve o juro para 8% hoje para, depois, discutir um ciclo menor de aperto monetário.

Afinal, os analistas são unânimes em dizer que o desempenho do PIB do primeiro trimestre deve ser o melhor do ano e, assim, o espaço para uma alta de juros mais à frente pode ficar cada vez menor. No exterior, os mercados passam por um dia de ajuste, depois de terem reagido aos dados positivos da confiança do consumidor nos Estados Unidos. As bolsas e o dólar caem, embora os juros dos Treasuries ainda operam em alta.

Fonte: Valor Econômico

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