Pesquisas aprimoram qualidade do café brasileiro

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da CAPTA/DEPTA/SDC, planeja uma política nacional para os chamados Bancos de Germoplasma, que reservam material genético do café. Duas estratégias foram planejadas para viabilizar pesquisas que aprimorem a qualidade e a resistência dos grãos.

A primeira consiste em apoiar e viabilizar a formação de redes regionais de curadores de Bancos de Germoplasma animal, vegetal e de microorganismos. O objetivo, diz o coordenador da CAPTA, Roberto Lorena de Barros Santos, é fazer com que, além de ter curadores, os Bancos interajam melhor, trocando informações e materiais, prestando apoio mútuo, tanto nacional quanto internacionalmente. “Queremos conscientizar que germoplasma é para circular, atentando para os instrumentos jurídicos que garantam a proteção dos materiais”, ressalta Roberto.

A segunda ação será a formação de uma plataforma digital nacional de recursos genéticos para alimentação e agricultura. Um sistema eletrônico que funcionará como um banco de dados com toda a descrição dos materiais existentes e números relacionados aos Bancos de Germoplasma no Brasil.

Segundo o coordenador, muitos dos Bancos de Germoplasma no Brasil se mantém utilizando parte de recursos destinados à pesquisa de melhoramento genético. Buscando novas estratégias para fortalecimento desses Bancos, Roberto fala sobre o objetivo do Ministério em destinar recursos federais específicos para os Bancos de Germoplasma: “estamos criando uma câmara setorial que vai capitanear isso, reunindo representantes de outros Ministérios e levando a problemática também para o Congresso Nacional”.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) mantém um Banco com 1.562 acessos catalogados trazidos da Universidade Federal de Viçosa (UFV). O Banco vem sendo mantido com apoio do Consórcio Pesquisa Café e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). As pesquisas do Consórcio Pesquisa Café recebem recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Funcafé/Mapa).

Bancos de Germoplasma

Os chamados Bancos de Germoplasma (BAG) são unidades físicas que guardam e mantêm materiais genéticos. Os chamados acessos são utilizados como matéria-prima para o melhoramento genético e também um modo de preservar variedades para o futuro.

Cultivares de café

Segundo o técnico da Epamig e responsável pelo BAG, Antônio Alves Pereira, os estudos com germoplasma são prioritários para as pesquisas de melhoramento e para a manutenção da diversidade das espécies. A instituição já obteve oito cultivares (confira abaixo) a partir de genótipos de interesse identificados nos materiais genéticos de seu Banco de Germoplasma. Os trabalhos de caracterização dos acessos são focados em genótipos que manifestem resistência a doenças e pragas, como bicho-mineiro e ferrugem, e resultem em cultivares com qualidade da bebida.

Pesquisas para a melhoria do material genético do café podem durar até 30 anos ou mais e, a partir da caracterização do material genético, é possível realizar cruzamentos para obter novas cultivares e viabilizar demais pesquisas, inclusive de biotecnologia, com a contribuição de materiais genéticos.

Fonte: Portal Brasil

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