Pesquisa da Embrapa desenvolve variedade de café resistente a pragas

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Uma pesquisa da Embrapa desenvolveu uma variedade de café resistente ao bicho mineiro, à broca e à ferrugem. A nova técnica deu certo nos laboratórios e agora vai ser testada em campo. Além do café, o método desenvolvido poderá ser aplicado em qualquer tipo de cultura.

Os agricultores conhecem bem os problemas de uma plantação de café. Pragas, doenças e mudanças no clima podem acabar com o investimento de uma safra inteira.

A solução muitas vezes é o uso de produtos químicos em todo o pé. Para mudar essa situação, a Embrapa fez uma pesquisa durante seis anos e conseguiu encontrar pedacinhos de DNA que estão na planta, chamados de promotores.

Esses pedaços vão ser usados para desenvolver outras plantas e combater problemas em partes específicas. “A expressão do transgene fica restrita ao tecido onde ela é necessária. Se a sua proteína de interesse deve ser expressa na raiz, ela só vai ser expressa na raiz”, disse Juliana Dantas de Almeida, pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos.

Com essa descoberta, o agricultor pode proteger a plantação contra a o bicho mineiro, por exemplo, que dá nas folhas, ou a broca do café, que dá nos frutos.

É possível até modificar o sabor dos grãos para que ele fique mais ao gosto do cliente. “Melhorando a acidez, o corpo do café, melhorando todas as características que são benéficas ao produto, fazendo com que o café tenha uma qualidade melhor em termos de bebida”, explicou o pesquisador da Embrapa Café, Gabriel Bartholo.

Os benefícios também são para o trabalhador e o meio ambiente. “Na proteção da saúde, que deixa de aplicar produtos químicos. No impacto ambiental, porque você reduz a agressão ao ambiente já que você não está aplicando os defensivos. E o aspecto econômico, já que você não aplica e isso vai reduzir o custo de produção”, destacou Bartholo.

O objetivo é fazer um banco desses promotores. “Uma coleção desses pedacinhos de DNA. Um pedacinho só para a folha, outro só para a raiz, outro para fruto. A nossa intenção é primeiro proteger esses fragmentos e disponibilizar para a comunidade científica para que plantas mais adequadas sejam desenvolvidas para o nosso país”, afirmou a pesquisadora Juliana.

Fonte: G1 São Carlos e Região

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