Pepro é tema de reunião do CNC em Varginha

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O Conselho Nacional do Café (CNC) convocou uma reunião com as cooperativas do setor, hoje, às 14h, em Varginha, para discutir o pagamento do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), realizado em 2007.

A reunião foi agendada após a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ter alertado algumas cooperativas sobre irregularidades cometidas no pagamento do Prêmio, naquele ano. O Ministério Público Federal questiona alguns desses pagamentos e solicita esclarecimentos.

O Pepro é uma subvenção econômica concedida ao produtor ou cooperativa, que venda seu produto nas condições estipuladas pelo governo, paga com base na diferença entre o valor de referência (R$ 300,00) e o valor do prêmio arrematado no leilão, estabelecido para o café em R$ 40,00 a saca. Para este ano, o governo destinou para esse programa dotação orçamentária de R$ 200 milhões — do 2OC (Operações Oficiais de Crédito) — para premiar a comercialização de até 5 milhões de sacas de café.

No primeiro leilão de Pepro para café, realizado em 27 de junho de 2007, o prêmio arrematado ficou em R$ 39,99 por saca, comprometendo R$ 159,9 milhões, que foram pagos aos produtores e às cooperativas que realizaram as vendas até 30 de junho de 2008 e comprovaram a operação à Conab até o dia 30 de outubro do ano que vem.

O segundo leilão de Pepro (Prêmio Equalizador Pago ao Produtor) para café arábica, foi realizado no dia 11 de julho de 2007, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), que negociou 100% da oferta de 1 milhão de sacas de 60 kg. Segundo um corretor consultado pelo Coffee Break naquela época, este leilão teve uma boa disputa pelo prêmio máximo de R$ 40,00, que acabou fechando em R$ 29,40, para um valor de referência de R$ 300,00 a saca.

Alguns analistas informaram que, quando o deságio alcançou R$ 30,00, as grandes cooperativas reduziram o volume ofertado para que o prêmio não despencasse. Eles acreditavam que vender a saca por aproximadamente R$ 270,00 até junho de 2008 não seria um grande problema. Porém, com um detalhe: “desde que o real não continue se fortalecendo em relação ao dólar”.

Na ocasião, o presidente do CNC, Gilson Ximenes, definiu o programa lançado pelo governo federal para subsidiar os produtores como um grande sucesso. “Tivemos várias bolsas participando do segundo leilão, com 500 mil sacas sendo adquiridas por cooperativas e as outras 500 mil por produtores independentes”, comentou.

Ele enalteceu o trabalho desempenhado pelo governo brasileiro no intuito de dar suporte ao cafeicultor. “O Pepro talvez marque o início de uma nova política governamental para o café, favorecendo, de fato, o produtor. Estamos empenhados e lutando por isso. O CNC parabenizou o governo federal por essa ação”, disse Gilson.

Também naquela época Gilson Ximenes disse que “a implantação do Prêmio foi uma demonstração do governo Lula de que estava preocupado em desenvolver políticas agrícolas que solucionem a questão da renda do produtor, um problema que é endêmico para a cafeicultura brasileira. “O Pepro marca o início de uma medida compensatória em relação à valorização do real, que será fundamental para ajustar a renda do produtor. Como a cafeicultura é dolarizada, a produção sofre as conseqüências dessa valorização”, afirmou o presidente do CNC.

Eleição

As eleições para a nova diretoria do CNC devem acontecer em março. Por enquanto ainda não há divulgação de chapas, mas o assunto também deve ser apresentado hoje em Varginha.

Gilson Ximenes está em seu quinto mandato como presidente do Conselho e não pode mais, de acordo com o estatuto, concorrer. Nenhum nome, por enquanto foi divulgado para assumir oposto.

Fonte: Coffee Break

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