Peixes e borra de café podem ser usados no combate à dengue

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Enquanto os números de pessoas com dengue em São Paulo só aumentam – foram mais de 15 mil casos de janeiro a março deste ano –, novas soluções são testadas para evitar a proliferação do mosquito transmissor da doença. Entre elas estão peixes e até borra de café.

Uma das armas são peixes que se alimentam de larvas do mosquito. “A gente pode fazer a utilização desses peixes em qualquer recipiente que contenha água, mas que não seja para consumo humano. Em hortas, postos de gasolina, fossos de elevador em constrição, piscinas desativadas, fontes desativadas, a gente pode fazer a inserção desses peixes”, explicou Frank Hulder de Oliveira, coordenador da Vigilância Ambiental.

Um desses peixes, conhecido como barrigudinho ou guaru, está sendo utilizado no combate à dengue. Ele é introduzido em locais onde é impossível a ação do homem, como por exemplo o poço de um supermercado, com 15 metros de profundidade.

“É um poço que a gente não utiliza a água para consumo, é um poço de água parada, local fechado, quente, a vigilância esteve aqui e colocou alguns peixinhos para não criar larvas”, contou o subgerente do estabelecimento, José Roberto da Silva. 

Conforme a preocupação com a dengue aumenta, as pesquisas para o combate à doença também avançam. A pesquisadora Hermione Bicudo estuda há 30 anos os efeitos da cafeína e descobriu que a substância intoxica a larva do mosquito. 

A borra de café pode ser utilizada para interromper o ciclo do mosquito. Basta misturar quatro colheres de sopa em um copo com água. A substância é indicada mais para jardins, por causa do aspecto escuro, e é preciso repetir a aplicação de sete em sete dias. 

Fonte: Bom Dia São Paulo

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