Pedro Arraes é reconduzido à Presidência da Embrapa

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O pesquisador Pedro Antonio Arraes Pereira foi reconduzido ao cargo de presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa. A recondução foi publicada nesta quinta-feira (16/08) no Diário Oficial da União.

Pedro Arraes assumiu o primeiro período de gestão à frente da Embrapa no dia 7 de julho de 2009. Entre as atividades realizadas nos últimos três anos, ele destaca a reestruturação da inteligência estratégica da Empresa, com a criação do Programa Agropensa, que criou um “núcleo de pesquisadores que estão trabalhando para produzir conhecimentos e estratégias sobre assuntos que poderão trazer impactos para a agricultura do futuro”.

Na mesma linha, ele também considera um ponto positivo da atuação da Diretoria Executiva a reformulação da gestão da carteira de projetos, numa lógica de portfólios – conjuntos de projetos afins em temas de grande importância estratégica.  “A iniciativa vai tratar de temas complexos, aumentando a eficiência das atividades com a articulação e a coordenação entre ações de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), TT (Transferência de Tecnologia), Gestão e Comunicação.” O primeiro exemplo disso é o portfólio da pesquisa do setor sucroalcooleiro energético, cujo comitê gestor foi instituído em janeiro de 2012.

Pedro Arraes também destaca a consolidação de novas estruturas da área de TT, com a formação do Departamento de Transferência de Tecnologia e a estruturação da Secretaria de Negócios e da Embrapa Produtos e Mercado. “Com a criação dessas estruturas, a Diretoria Executiva pretende aumentar a agilidade desse pilar da Empresa, que é fundamental para que as inovações geradas pela pesquisa cheguem à sociedade.”

Ele cita ainda como realização importante da sua gestão a reestruturação da Fundação Eliseu Alves – a Fundação de Apoio à Pesquisa Científica e Tecnológica, antiga Funcredi. A entidade atua em parceria com a Embrapa, no apoio a pesquisas científicas e tecnológicas. A fundação trabalha na captação e administração de recursos financeiros de parceiros públicos ou privados. Ela também apoia os projetos da Embrapa por meio de contratações de consultores, bolsistas, estagiários, importações de equipamentos e prestações de contas.

Infraestrutura
A conclusão das atividades do Programa de Fortalecimento e Crescimento da Embrapa – PAC Embrapa, que possibilitou a inauguração de cinco novos Centros de Pesquisa (Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Pesca e Aquicultura, Embrapa Cocais, Embrapa Agroenergia e Embrapa Estudos e Capacitação) também marcaram a gestão da Embrapa nos últimos três anos. “O PAC Embrapa viabilizou o investimento em mais de 200 obras para melhoria da infraestrutura da Empresa”, explica.

Entre as obras, Pedro Arraes destaca a inauguração dos laboratórios multiusuário de referência. O laboratório de Química de Produtos Naturais, localizado na Embrapa Agroindústria Tropical (Fortaleza-CE), e o Laboratório de Bioinformática, na Embrapa Informática Agropecuária (Campinas-SP).  “Esses laboratórios são um instrumento novo e interessante de aumento de eficiência, de capilaridade e de economia de recursos públicos, pois eles agregam pesquisas mais complexas, que exigem maior investimento em equipamentos e recursos humanos.”

O investimento na recuperação das estruturas destinadas à preservação dos recursos genéticos, fundamentais para a pesquisa agropecuária (Bancos Ativos de Germoplasma-BAGs) é outro ponto positivo apontado por Pedro Arraes nos últimos três anos de gestão. O tema foi tratado no âmbito do projeto AgroVerde, que viabilizou a manutenção de infraestrutura dos BAGs de mandioca, feijão-caupi, arroz, soja e uva, utilizados, por exemplo, nos programas de melhoramento dessas culturas. Além disso, também promoveu estudos de caracterização e avaliação, multiplicação das variedades para distribuição e o aperfeiçoamento dos sistemas de informação em recursos genéticos.

Atuação internacional
A publicação do novo estatuto da Embrapa, que autoriza a atuação e operacionalização da Empresa no exterior, é um marco importante da gestão da Diretoria Executiva da Embrapa, segundo Pedro Arraes. “O novo estatuto vai dar mais agilidade aos trabalhos fora do território nacional, principalmente na área científica, além das atividades de cooperação técnica apoiadas pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e de negócios”, disse.

A consolidação da cooperação nos pilares científico, técnico e de negócios é um ponto destacado por Pedro Arraes nos últimos três anos. Em termos de cooperação científica, o presidente da Empresa citou evolução dos Laboratórios Virtuais da Embrapa no Exterior (Labex). Ele ressaltou a abertura de duas novas representações do Labex Europa, no Reino Unido e na Alemanha, e a implantação do Labex Coréia, do Labex China e do Labex Japão, em fase de implantação.  “Houve um fortalecimento desse instrumento, criando parcerias com centros de pesquisa ao redor do mundo e se consolidando como instrumento efetivo para a Embrapa ficar sintonizada com os avanços da ciência.”

Na vertente de cooperação técnica, Pedro Arraes mencionou a mudança estratégica adotada pela Embrapa, de incentivar a elaboração de projetos estruturantes, em parceria com a ABC. Tais iniciativas buscam estabelecer as bases para a evolução de países em desenvolvimento, como o fortalecimento da infraestrutura de Pesquisa e Desenvolvimento e da formação de pessoas. Esses processos já foram iniciados em países como Moçambique e El Salvador, por exemplo.

O presidente da Embrapa também destacou a criação da Plataforma Brasil/África e Brasil/LAC (América Latina e Caribe), como novos instrumentos de cooperação, capazes de captar recursos internacionais e de mobilizar as competências brasileiras e africanas em projetos pontuais, mas importantes.

Futuro
Consolidar processos que permitam à Embrapa responder com mais eficiência e mais agilidade as demandas da sociedade é uma das prioridades de Pedro Arraes em sua segunda gestão. Para isso, ele aposta no fortalecimento de um programa de desburocratização dos processos da Empresa e em um novo paradigma na gestão de pessoas, que busque a formação de novas lideranças.

A consolidação dos portfólios de projetos, ampliando esse instrumento para outras iniciativas de pesquisa, é outra prioridade da próxima gestão, segundo Pedro Arraes. Ele também pretende promover um exercício que vai muito além dos três anos do novo prazo de gestão.

A ideia, batizada com o nome 40 + 20, é realizar uma análise de longo prazo sobre a agricultura brasileira e o papel que a Embrapa deverá desempenhar no futuro. O nome é uma alusão ao quadragésimo aniversário de fundação da Embrapa, em 2013. “Vamos fazer um questionamento tentando obter informações, de forma organizada, baseadas em experiências internas e externas, no sentido de moldar alguns pilares que a Embrapa deveria seguir no futuro”, explica.

A proposta é baseada no Livro Preto, o relatório que resultou na criação da Embrapa, em 1973. O documento foi elaborado por um grupo de trabalho instituído pelo então ministro da Agricultura, Luís Fernando Cirne Lima, em abril de 1972, e está disponível na internet desde 2006.

Pedro Arraes propõe a edição de um Livro Branco, onde serão feitas análises sobre cenários tecnológico, institucional, agropecuário, econômico, entre outros. “A proposta é deixar um marco, como o Livro Preto. Deixar o Livro Branco para os próximos 20 anos da Empresa.”

Fonte: Secretaria de Comunicação Embrapa

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