Pausa para o Cafezinho: A evolução do consumo de café

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O café sempre fez parte da nossa rotina diária, mas atualmente sua enorme variação de sabor e potencial existente tem sido cada vez mais revelado devido a sua origem e método de processamento.

Os consumidores estão entendendo apesar do longo caminho que ainda temos, as variáveis a serem levadas em consideração ao combinar o café com alimentos, e o quanto isso pode melhorar nossas experiências sensoriais de comer e beber.

Para entender melhor todo esse interesse e evolução do nosso consumo de café, vamos voltar ao tempo e lembrar das ondas do café.

O aumento do consumo do café no final do século XIX e início do século XX marca a primeira onda do café, o café tinha um único padrão, todo café era visto da mesma forma, removendo as características únicas de diferentes grãos de café para se adequar ao mercado de grande massa, o café era visto apenas como fonte de energia e disposição.

A segunda onda de café concentrou-se no papel do barista como profissional do café, e começava-se a perceber que os cafés poderiam se diferenciar entre si, uma nova bebida surgia o espresso na Itália, e iniciava uma nova experiência ao consumidor.

A terceira onda concentrou-se muito em levar o café como uma verdadeira experiência sensorial, destacando as características únicas de diferentes origens, e destacando o produtor como parte principal da qualidade do produto.

Esta terceira onda do café abriu o caminho para todo o elo da cadeia, uma vez que torradores se juntam aos produtores de café criando cafés com perfis de torra únicos. E aonde consumidores mais exigentes e informados questionam a variedade, a origem do café, e passam a conhecer novos métodos de tomar café,e toda a sua história por trás de cada xícara. Hoje somos capazes de apreciar muitos sabores e aromas únicos, e harmonizar certos tipos de cafés com determinados alimentos.

Já se fala da quarta onda de café, ligada diretamente a tecnologia, que poderá ser a grande influenciadora desta onda, eu me arrisco a dizer que estamos caminhando ainda para a quarta onda, seja através de novos processos e técnicas diferenciadas no controle da plantação nas fazendas (pois hoje não são todas as fazendas que podem ter esse acesso), como também na casa de muitos consumidores que tem vários métodos de preparo de café em casa, torradores ou moedores,como já acontece em alguns países como Ásia (que alguns torram seu próprio café em casa) e Estados Unidos (muitos consumidores já compram o seu café em grãos para moer em casa, priorizando a qualidade dos grãos e essa experiência única).

Há um novo mercado se abrindo, muitas possibilidades para produtores, baristas, torrefadores, e consumidores.O fato é que cada vez mais coffee lovers estão se aproximando das etapas da produção do café, e compartilhando essas experiências sensoriais únicas ligando quem produz a quem consome.

Uma ótima semana a todos, abraço e até o próximo e saboroso cafezinho.

 

 

Lilian Trigolo
Coffee Lover – apaixonada pelo universo do café, e toda a sua cultura cafeeira, formada em Administração de Empresas com Ênfase em Comércio Exterior.

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