Paraná incentiva a pesquisa e quer produzir o melhor café do Brasil

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A produção de café no Paraná não tem mais o impacto econômico como tinha antes da geada de 1975, que praticamente dizimou a cultura no Estado. Mas tem a pretensão de produzir uma das melhores bebidas do País. A afirmação foi feita pelo secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, na abertura do IX Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil, na noite de quarta-feira (24). O evento, realizado no Centro de Convenções de Curitiba, prossegue até esta sexta-feira (26).

Realizado pelo Consórcio Pesquisa Café, o Simpósio acontece a cada dois anos, sempre em um estado produtor. Nesta edição, tem como anfitrião o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), com apoio do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR). No evento, pesquisadores dos principais estados produtores avaliam o reposicionamento da pesquisa frente aos novos desafios na busca do aumento da produtividade, qualidade e valor agregado do café. 

VALORIZAR – No Paraná, a cultura do café ocupa atualmente pouco mais de 53 mil hectares. A produção deste ano é estimada em 1,2 milhão de sacas beneficiadas. O Estado é o sexto produtor nacional da bebida, depois de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia e Rondônia.

O secretário Norberto Ortigara ressaltou o interesse e determinação do Governo do Estado em valorizar e incentivar a pesquisa de café, através de novas cultivares e diferenciação de produtos. “Precisamos conduzir nossas lavouras com mais produtividade, com colheita mecânica, mesmo na pequena propriedade, e incentivar a qualidade na produção”, defendeu.

PROGRAMAÇÃO – A programação do evento prossegue com oito painéis, todos eles tratando de temas como práticas de manejo de lavouras em regiões montanhosas, mecanização, genética e melhoramento, impactos das alterações climáticas, práticas conservacionistas e uso racional de água em plantios irrigados.

Também estão sendo discutidos aspectos relacionados à comercialização, como a exploração de nichos de mercado, com a oferta de cafés especiais e diferenciados e agregação de valor ao produto por meio da produção em áreas com indicação geográfica de procedência, como já ocorre no Norte Pioneiro do Paraná.

CONSÓRCIO – No evento, foi apresentada a atuação do Consórcio Pesquisa em Café, um arranjo institucional que iniciou com 10 entidades em 1997, para incentivar a interação e a otimização de recursos humanos, financeiros e materiais para o incentivo da cultura no País. Sob a coordenação da Embrapa Café, o consórcio integra atualmente 91 centros de pesquisa, ensino e extensão das principais regiões produtoras do País.

O Consórcio é responsável por 130 projetos e 623 planos de ação, envolvendo mais de 800 pesquisadores, professores universitários e técnicos. É um modelo incomum no mundo, explica Gabriel Bartholo, gerente-geral da Embrapa Café.

PARTICIPAÇÃO – Participaram da solenidade de abertura do IX Simpósio de Pesquisa dos Cafés do Brasil Florindo Dalberto, presidente do Iapar e também do Conselho Nacional das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa); Décio Sperandio, diretor-geral da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná; Richard Golba, diretor da Emater-PR; Gil Bueno de Magalhães, superintendente do Ministério da Agricultura; Eduardo Sampaio Marques, diretor do Departamento do Café do Mapa; Marcelo Franco Munaretto, secretário de abastecimento de Curitiba; Nathan Herszkowicz, diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic); Gerson Silva Giomo, diretor do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Lúcio Herzog De Muner, diretor técnico do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); Sérgio Gaiad, chefe adjunto de pesquisa da Embrapa Florestas e Robson Mafioleti, da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), além de diversos especialistas e lideranças do setor.

Ouça a notícia abaixo:

Fonte: Agência de Notícias do Paraná

 

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