Otimismo com selo das Matas de Minas

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Os cafeicultores da região das Matas de Minas estão otimistas com o lançamento do selo que diferencia o café da região no mercado nacional e internacional. O objetivo é mostrar que os grãos têm alta qualidade e sabores diferenciados das demais regiões produtoras do país. Além de novas oportunidades de mercados, a expectativa é agregar valor ao café, fator essencial para ampliar a rentabilidade da região, que tem um dos custos de produção mais elevados do país, já que a colheita não pode ser mecanizada devido ao relevo.

A marca "Região das Matas de Minas", apresentada durante a Semana Internacional do Café (SIC), em Belo Horizonte, foi desenvolvida para atender a demanda dos cafeicultores. De acordo com o presidente do Conselho das Entidades do Café das Matas de Minas e da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé), Fernando Romeiro Cerqueira, as expectativas são muito positivas.

"Identificar uma região pela qualidade e pelo potencial do café produzido é muito importante, principalmente nas Matas de Minas, onde ainda existe uma falsa ideia de que o café produzido nesta região não é especial. Com o selo, vamos provar que o café tem grande potencial, com uma colheita artesanal e a produção concentrada na agricultura familiar. O produtor sabe que se trabalhar com precisão, terá mais qualidade e uma das conseqüências é a agregação de valor, o que é fundamental para garantir a rentabilidade e permitir que o cafeicultor continue investindo", disse.

Diferencial

Um dos cafeicultores que pretende investir para que o café seja comercializado com a marca "Região Mata de Minas" é Bernardo Rena, sócio da Rena Café. Anualmente, ele colhe na Fazenda Recua, localizada no município de Paula Cândido, em torno de 900 sacas de 60 quilos do produto. Deste volume, 50% são classificados como grãos especiais. Rena acredita que a diferenciação do café produzido nas Matas de Minas no mercado é essencial para agregar valor e mostrar ao consumidor que o café da região tem alta qualidade.

"As Matas de Minas já produzem cafés de qualidade o que faltava era uma marca para identificar a região e diferenciá-la no mercado mundial, como já acontece em outras regiões do Estado. Precisamos desse tipo de iniciativa, uma vez que trabalhamos com o uso amplo de mão de obra que a cada dia está mais escassa e cara. Será uma forma de agregar valor ao grão e incentivar a melhoria continua dos cafés da região", disse.

Fonte: Diário do Comércio (Michelle Valverde) via Portal Caparaó

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