ONG defende pagamento por serviços ambientais ao produtor rural

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O produtor rural deve receber incentivos econômicos para ter acesso a tecnologias que promovam a sustentabilidade da produção. Foi o que defendeu nesta quinta-feira (10/10) a representante da ONG The Nature Conservancy (TNC), Suelma Rosa, durante o Fórum Inovação Agricultura e Alimentos, em São Paulo (SP).

O evento é promovido pela Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) em parceria com a Agência das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Associação Brasileira de Agronegócios (Abag) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Marca o lançamento do chamado Desafio 2050, relacionado à produção sustentável de alimentos para abastecer a população mundial, projetada em mais de 9 bilhões de pessoas.

Suelma Rosa destacou que o acessso às alternativas tecnológicas para a sustentabilidade ainda é escasso e tem alto custo. Por isso, a importância do pagamento por serviços ambientais. “É preciso gerar incentivos econômicos que auxiliem o produtor.”

Para a representante da TNC, o Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto no Código Florestal, deve ser usado como uma ferramenta de planejamento da produção agrícola sustentável. “É possível planejar o espaço, o ambiente rural de maneira que permita a conservação ecossistêmica. Além disso, é possível desenvolver cadeias produtivas sustentáveis alem das percepções tradicionais”, disse ela.

Suelma afirmou também que, em países em desenvolvimento, ainda existe uma percepção de que expandir a produção agropecuária envolve a conversão de áreas de floresta em áreas produtivas. Ela defendeu, por outro lado, a intensificação da produção como alternativa de sustentabilidade.

“É possível expandir planejadamente a área agricultável”, garantiu a representante da TNC. “É possível planejar a ocupação da paisagem identificando áreas de alto valor de conservação e alto valor de produção”, acrescentou, lembrando que, há alguns anos, se declarações como esta fossem feitas por representantes de ONG’s, causariam protestos.

A representante da TNC afirmou ainda que é preciso criar uma “cultura” relacionada à agropecuária sustentado que envolva do produtor ao consumidor final. E defendeu os mecanismos de rastreabilidade da produção como uma das alternativas tecnológicas para atingir esse objetivo.

“O rastreamento da cadeia produtiva do campo à mesa permite ao consumidor ter consciência da origem do seu alimento. É necessário criar uma cultura sustentável no consumidor”, disse Suelma, destacando também a importância de outros instrumentos, como certificação sócio-ambiental e programas de redução de desmatamento e degradação de áreas.

Fonte: Globo Rural Online

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