OIC inicia estreitamento público-privado para a sustentabilidade

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Nesta semana, através da realização de uma série de webinários, a Organização Internacional do Café (OIC) iniciou discussões para a implantação da Força-Tarefa Público-Privada do Café, de seus Grupos de Trabalho Técnico e respectivos roteiros de ação. A medida está em linha com as decisões tomadas na 125ª sessão do Conselho Internacional do Café, em setembro de 2019, a respeito da Declaração de Londres, que é resultado do I Fórum de CEOs e Líderes Globais.

A força-tarefa será composta por 32 integrantes, sendo 16 representantes dos países membros da OIC e 16 do setor privado, incluindo empresas e entidades signatárias da Declaração de Londres, o presidente e o vice da Junta Consultiva do Setor Privado da Organização, a Plataforma Global do Café (GCP) e o Desafio do Café Sustentável (SCG).

Segundo o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, a força-tarefa terá como responsabilidades:
(i) manter o diálogo público-privado e monitorar o avanço dos compromissos decorrentes da Resolução 465/Declaração de Londres;
(ii) conduzir a continuidade da operacionalização dos compromissos e da construção de consenso, considerando que o próximo marco importante é o II Fórum de CEOs e Líderes Globais, em setembro de 2020;
(iii) desenvolver a agenda de diálogo público-privado, com base na Resolução 465 e na Declaração de Londres, elucidando expectativas e identificando oportunidades para ação compartilhada;
(iv) orientar os Grupos de Trabalho;
(v) examinar os resultados e recomendações dos Grupos de Trabalho; e
(vi) recomendar um conjunto de ações, compromissos e necessidades de recursos, na forma de um documento  para discussão no II Fórum dos CEOs e Líderes Globais e na 127ª  sessão do Conselho Internacional do Café, em setembro de 2020, na Índia.

O presidente do CNC revela que os grupos de trabalho que assessorarão a força-tarefa produzirão aportes técnicos em áreas temáticas, tais como:

– Transparência de mercado: informações de mercado usadas para lidar proativamente com flutuações de preços; enfrentamento de desigualdades de renda nas principais áreas de produção; custos de produção nas principais regiões produtoras; e informações sobre aquisição de cafés sustentáveis de diversas origens.

– Fortalecimento de políticas e ambiente institucional: funcionamento eficaz das instituições de mercado (incluindo bolsas de futuros); políticas desenvolvidas nos países exportadores e importadores para apoiar a produção sustentável; e diálogos para o estabelecimento de um ambiente propício aos negócios nos países exportadores.

– Alocação e coordenação global de financiamentos: investimentos públicos, privados e mistos (impacto), coordenados através de mecanismo(s) global(is) multiparticipativo(s) de financiamento; e estudo de viabilidade de um fundo global de estabilização.

– Coordenação do setor: operacionalização da Declaração de Londres, através da coordenação de ações individuais e compartilhadas; e desenvolvimento de quadro de avaliação dos diálogos setoriais.

– Promoção do consumo responsável: estratégias para aumento da demanda por café adquirido sustentavelmente de diversas origens, em mercados tradicionais e emergentes, especialmente nos países produtores.

– Promoção da produção competitiva e sustentável e de aquisições sustentáveis: melhoria da viabilidade econômica, bem como da sustentabilidade ambiental e social da produção de café; e uso sustentável e proteção dos recursos naturais pelo setor cafeeiro.

“O andamento dos trabalhos será apreciado na 126ª sessão do Conselho Internacional do Café, da OIC, em abril, em Londres, na Inglaterra”, finaliza o presidente do CNC.

Fonte: CNC – Assessoria de Comunicação

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