Oferta de café cresce, mas preocupação com frio mantém níveis de preço

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O mês de junho foi caracterizado pela boa procura de vendedores e compradores no mercado de café. A colheita começou a avançar, assim como o benefício e a preparação dos cafés da nova safra em todas as propriedades cafeeiras. Diante dessa maior demanda do produto, os preços começaram a registrar algumas baixas, ainda que moderadas.

No entanto, segundo José Luis Burato, da Burato Corretora de Mercadorias, a recente onda de frio, que resultou até em algumas geadas, possibilitou que se registrasse uma nova alta nos preços do produto. "Os bons cafés que a gente estava negociando entre 450 e 480 reais chegaram a recuar aí para a faixa de 400 a 450 reais.

O mercado trabalhou assim até recentemente, com essa onda de frio, que acabou atingindo os cafezais de algumas regiões, como Paraná, aqui no centro-oeste paulista e até parte do sul de Minas. Isso fez com que o mercado voltasse a recuperar um pouco os preços e os cafés retornassem para patamares um pouco melhores", sustentou.

José Luis Burato observou que a ocorrência de temperaturas consideravelmente baixas surpreendeu os produtores e lembra que os últimos invernos nesta região foram caracterizados por um clima ameno. "Já fazia alguns anos que nós não tínhamos essas ocorrências de frio mais intenso, principalmente atingindo regiões de café.

Nos últimos sempre que aproximávamos da época da colheita os preços recuavam um pouco, isso era o natural. Agora, estamos em uma fase de avaliação, sobre o que foi atingido, sabemos que não foi uma área muito grande, mas, de uma certa forma, quem foi atingido efetivamente vai ter um prejuízo", observou Burato.

Mesmo em plena safra, a expectativa do especialista da Burato Corretora de Mercadorias é de que os preços do café não sofram maiores oscilações. "Eu acredito que não deveremos ter oscilações muito fortes nos preços nos próximos meses, já que é um período de escoamento de colheita, e temos, naturalmente, um ano de safra baixa no Brasil, então, os preços devem se manter em níveis entre 400 e 450 reais nos próximos meses, podendo, no final do ano, no início do ano que vem voltarmos a ter cotações atrativas", complementou O mercado de café continua a trabalhar preocupado com o clima.

Na bolsa de Nova Iorque, no início desta semana, altas foram registradas devido às compras de especuladores temerosos com o frio na região centro-sul do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, as temperaturas deverão cair a partir desta sexta-feira em várias partes do país e não estão descartadas geadas em importantes áreas produtoras de café, como o meio-oeste paulista e o sul de Minas Gerais.

Fonte: AgnoCafe

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