Nova estratégia para o café do cerrado de MG

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Pelo menos 600 pessoas, entre produtores de café e lideranças do setor, participaram ontem, em Uberlândia (MG), do lançamento da estratégia de marca para o café produzido na região do cerrado mineiro. A nova estratégia substitui, por exemplo, o nome Café do Cerrado pela nomenclatura oficial da indicação geográfica: Região do Cerrado Mineiro.  

"É mais que uma mudança de nome, é uma maneira de incorporar ao produto os cafeicultores e a história da cafeicultura na região. É uma mudança de percepção do produto diante do consumidor", diz o diretor-executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, com sede em Patrocínio, José Augusto Rizental. Segundo ele, o conceito de "Café de Atitude", que a federação pretende transformar em uma espécie de marca do produto, tem como objetivo atrair investimentos do Brasil e exterior para parcerias com produtores. "É uma forma de promover o desenvolvimento socioeconômico da região. Se antes nosso foco era o produto, agora são as pessoas."

Com a estratégia, a entidade quer que o consumidor saiba que, além de qualidade, o produto da região tem procedência, rastreabilidade, é ético e sustentável. A região do cerrado mineiro, que abrange 55 municípios e 4.500 cafeicultores, é a única do Brasil a possuir indicação geográfica para o café.

Também foi a primeira região do País a obter a certificação de gestão de qualidade ISO 9001 e a criar um programa de certificação. Hoje, mais de 70% do volume produzido na região – 5 milhões de sacas – é exportado. "Como exportadores sentimos que está surgindo um novo tipo de consumidor, jovem, que busca informações novas sobre determinado produto. A ideia é que nosso café seja reconhecido nesse universo, como ocorre hoje com o café colombiano", diz Rizental.

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