Nespresso duplica vendas em Minas Gerais e planeja mais

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O diretor da marca, Stefan Nilsson, 43, diz que o Brasil tem o maior mercado latino-americano

Há sete anos, o sueco Stefan Nilsson chegou ao Brasil com duas máquinas e 400 cápsulas de Nespresso, marca da Nestlé, para comandar o início de um novo jeito de consumir café no país. Depois de dez lojas – butiques, como a empresa prefere designar os espaços de vendas – Nilsson vê um mercado brasileiro gigantesco para crescer. “No sistema de monodoses, o Brasil tem o maior mercado latino-americano”, afirma o executivo.

E Minas Gerais já deu mostras desse potencial, depois que a marca abriu, há um ano, uma unidade no BH Shopping, em Belo Horizonte. “Duplicamos as vendas desde que iniciamos a butique em BH no que se refere a máquinas de café, cápsulas e acessórios”, calcula Nilsson, sem citar cifras.

Então, Belo Horizonte provou ser uma boa aposta? “Sim, estamos muito felizes. Sabemos que muitos mineiros já compraram máquinas em São Paulo, mas o processo está acelerando em BH e em todo o Estado”, responde. Antes de abrir a flagship, o público mineiro já comprava produtos da Nespresso – café, máquinas e serviços – por telefone, internet e com aplicativo para os smartphones e tablets.

Se a Nespresso vai abrir mais butiques em Minas, Nilsson não pode adiantar. No plano de negócios, está previsto para este ano, a abertura da décima primeira casa em Ribeirão Preto (SP). Cada loja demanda investimento acima de US$ 1 milhão. “Mais do que butiques, o que está crescendo muito são as vendas por aplicativo Nespresso Mobile.Nilsson afirma que a venda pela internet tem crescido muito no Brasil, que está com resultados maiores que em vários países nessa modalidade.

Com entrega em até quatro dias, depois do pedido virtual, agora, a Nespresso está trabalhando para incrementar a estrutura logística. O centro de distribuição fica em São Paulo, mas um novo CD está nos planos. “Para abrir em Belo Horizonte, precisamos de um pouco mais de massa crítica (clientes), mas não descartamos isso no futuro”, diz.

Ver produtos da Nespresso em supermercados está fora de cogitação. “O pilar de crescimento não é em butique. É investimento em mídia, fazer eventos, estar em restaurantes, em canal de vendas diretas para escritórios, governos”, explica Nilsson.
 

Produtor recebe prêmio pela qualidade no café
Se há um grão com defeito, todo o café perde o aroma e isso significa ficar sem um Nespresso. “Na alta pressão, com um grão com defeito, o gosto já se foi”, explica o diretor da marca, Stefan Nilsson.

Assim, a qualidade é importantíssima e vai direto no início da cadeia do café que é a lavoura. No trabalho com os produtores de Minas Gerais, Nilsson conta que a Nespresso tem os próprios agrônomos que trabalham em campo e asseguram as boas práticas não só da qualidade, mas também no social. “Pagamos um prêmio por esse café para assegurar que temos suficiente volume de alta qualidade de café para o futuro”, diz.

Uma preciosidade de Minas é o café bourbon, planta frágil e sem a produtividade dos outros cafés. “Foi plantado em vários lugares e não funcionou, morreu. Em Minas, a 1.200 metros, com temperatura ideal, funciona muito bem. É o melhor local para o bourbon”, afirma.

O executivo é só elogios às fazendas de café no Brasil que, para ele, são administradas como empresas.

Fonte: O Tempo

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