Mulheres do ATeG participam do curso de torra de café em Lambari (MG)

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Conhecer o processo de torra do café é fator determinante para que o produtor obtenha uma bebida de qualidade. Com o objetivo de aprender mais sobre o próprio café, um grupo de mulheres produtoras da cidade de Lambari (MG) participou do curso de Torra de Café oferecido pelo Sistema Faemg/Senar Minas. O treinamento ocorreu no bairro São Bartolomeu e foi conduzido pelo instrutor Luiz Roberto Gregatti.

Segundo o instrutor, no curso o aluno tem a oportunidade de conhecer qual o ponto ideal de torra da classificação oficial brasileira, o ponto certo de torra para um café especial e até onde um café pode ser torrado para manter sua saúde e qualidade de vida, sem atingir níveis de café sobretorrado que, além do amargor de torra e gosto de água de carvão pode gerar uma substância nociva à saúde, a acrilamida. “O treinamento é essencial para que o produtor conheça seu produto e consiga agregar valor. A torra correta mostra os atributos positivos de um café. A errada seja uma sub torra ou sobre torra, ela máscara a qualidade do café”, explica Luiz Roberto.

Mulheres cafeicultoras, que são atendidas pelo Programa Assistência Técnica e Gerencial na área de Café – ATeG Café, participaram do curso. A intenção delas é melhor a bebida e, consequentemente a qualidade de vida da família.
Cláudia Roberta de Oliveira Silva está no programa há 3 anos e fez o curso com o objetivo de agregar mais valor: “Nós queremos concretizar a marca do nosso café. E o curso transformou a minha vida como cafeicultora. Aprendi o ponto correto da torra para ter uma bebida saudável e de qualidade”.

Instrutor Luiz Roberto Gregatti durante curso com as alunas em Lambari (MG) (Foto: Divulgação)

Valéria de Fátima Pimenta de Souza, que também faz parte do grupo ATeG, diz que foi uma experiência única. “Foi ótimo o treinamento. Saber como torrar o café para obter qualidade é muito importante. Aprendi que se passar do ponto o sabor muda, fica diferente. É um aprendizado para vida”. A aluna e produtora Jéssica Fernandes Nogueira Pimentel, ainda não está no ATeG, mas já mostrou interesse em participar e aguarda por uma nova turma. “Quero muito participar. E enquanto isso vou buscando conhecimento. O curso que fiz vai ajudar a melhorar a minha vida, a saúde da família, dos consumidores do meu café, e também a lucratividade e a comercialização”.

Para o técnico do ATeG Mateus Rodrigues de Carvalho, as ações de Formação Profissional Rural – FPR, são de muita importância na busca de conhecimento e na capacitação/profissionalização do produtor rural. O curso de torra realizado com as produtoras do ATeG de Lambari, tem o papel de levar informações práticas e teóricas e de como realizar corretamente a torrefação do grão. “Esse curso tem muito a acrescentar para essas produtoras que são, em sua maioria, produtoras de cafés especiais. A falta de técnica e conhecimento de como realizar a torra faz, muitas vezes, com que cafés de altas pontuações (raros), sejam estragados e ou suas características perdidas devido ao ponto incorreto de torra. Nesse mercado que está cada vez mais crescente em buscas de cafés finos, o projeto de ATeG juntamente com cursos da FPR, vem auxiliar os cafeicultores na produção dos bons cafés da região”.

Fonte: Assessoria de Comunicação Senar Minas – Regional Lavras (Por Lisa Fávaro)

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