Momento é bom para a venda do café, afirma especialista

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O café apresentou alta no mercado interno, os grãos de qualidade têm saído por mais de R$ 500,00 a saca. Para analistas, o momento é bom para o produtor vender, já que as incertezas com a produção da próxima safra podem afetar a cotação interna do grão.

 

No cerrado mineiro, negócios foram fechados por até R$ 600,00 a saca. Na avaliação do consultor de mercado Haroldo Bonfá, o produtor deve negociar. Segundo ele, o preço não deve subir mais por causa do aumento dos estoques norte-americanos e da entrada da safra outros países.

 

– Nós estamos prevendo uma grande safra da Colômbia, acima de 13 milhões de sacas. Temos toda a América Central, que também compõe o preço do café de Nova York. Isso indica que não haverá necessidade de café muito forte por parte do Brasil. Se houver uma quebra no Brasil, o produtor sairá de outros fornecedores internacionais – projeta Bonfá. 

 

O produtor de café Julio Ragazzo colheu cerca de duas mil sacas neste ciclo. Ele esperou até agora para vender a produção e se deu bem. A saca de 60 kg do café arábica, do tipo cereja descascado, está sendo comercializada por mais de R$ 550,00/saca na região de Espírito Santo do Pinhal.

 

– A gente achou que era um momento oportuno para vender, atingiu uma boa cotação, que cobria os custos de produção – afirma Ragazzo, que já comercializou 60% da produção.

 

A diferença entre o grão de boa qualidade e o produto com qualidade mais baixa, destinada apenas ao consumo interno, chega a R$ 200,00 a saca. A alta do café mais fino tem origem na estiagem que afetou as lavouras em 2014.

 

Nesta safra, a produção foi menor e o café ficou mais miúdo. Quem conseguiu tirar um grão de qualidade tem lucrado porque atualmente é um artigo raro no mercado. O problema é que as condições climáticas têm assombrado novamente os produtores.

 

Em Espírito Santo do Pinhal não chove há quase um mês, e as temperaturas andam altas demais. Como as plantas vêm sofrendo há duas semanas, elas já dão sinais que podem produzir menos. Essa incerteza também afeta o mercado.

 

– Há uma controvérsia muito grande se essa será uma safra grande ou pequena. Se você comparar que a última safra teve entre 40 e 50 milhões de sacas, a próxima. Se tiver um clima bom, pode chegar a 60 milhões de sacas. É isso que o mercado vai precificar daqui pra frente – explica o consultor Haroldo Bonfá.

Fonte: Canal Rural (Júlio Prestes)

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