Ministro colombiano descarta preço de sustentação para café local

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O ministro da Fazenda da Colômbia, Maurício Cárdenas Santamaría, fechou todas as possibilidades de estabelecer um preço que garanta a rentabilidade cafeeira e que são reclamados pelos promotores da greve nacional da categoria, que chegou nesta quarta-feira aos seu terceiro dia.

Cárdenas sustentou, em entrevista à emissora de rádio RCN, que o "governo está colocando a mão no bolso, com os recursos dos contribuintes que estão aportando recursos para sustentar e apoiar os cafeicultores. Porém, se falarmos em garantia de preço fixo teremos uma impossibilidade fiscal", disse.

O dirigente sustentou que a razão pela qual o governo não aceita essa exigência é que ela "valeria tanto que simplesmente não estão disponíveis os recursos. Estamos falando em bilhões de pesos", indicou. Sobre os outros pontos presentes nas pautas de reivindicações dos cafeicultores, o ministro Cárdenas também assinalou que proibir as importações do grão é algo simplesmente inconveniente para os próprios produtores, uma vez que o grão importado permite atender a demanda interna e exportar o café de melhor qualidade.

Cárdenas observou que o governo somente falará com a institucionalidade cafeeira, ou seja, com a Federacafe (Federação Nacional dos Cafeicultores da Colômbia), entidade que escolhe democraticamente seus porta-vozes e que cotidianamente defende os interesses do setor. O detentor da pasta da Fazenda declarou que os contribuintes estão apoiando os produtores de café com um sobrepreço de 15% sobre a carga cafeeira de 125 quilos e observou que a Colômbia é o único país no mundo que entrega esse tipo de benefício.

Ele lembrou ainda que o pagamento de tal benefício se estenderá até dezembro de 2013, redundando em uma alocação de 400 bilhões de pesos (220 milhões de dólares). Os produtores reclamam um preço justo para o café, assim como medidas mais flexíveis antes os embargos sofridos pelos cafeicultores que se mostram em situação de dificuldade.

O setor cafeeiro colombiano, que na década de 70 do século passado conseguiu lucros milionários, entrou na última década com uma queda nos índices de produção, que a mantém como líder no segmento suave, mas que aponta a nação em queda no seu ritmo exportador.

Segundo dados da Organização Internacional do Café, a Colômbia foi responsável em 2012 por um embarque de cerca de 8 milhões de sacas, contra mais de 23 milhões de sacas do Brasil e cerca de 19 milhões de sacas do Vietnã.

Fonte: AgnoCafé

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