Mesmo com pressão externa, café na ICE se mantém estável

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Os contratos futuros de café arábica negociados na ICF Futures US encerraram esta quinta-feira com estabilidade, em uma sessão relativamente calma, que teve ganhos para os cafés na maior parte do dia.

Após as baixas constantes das duas primeiras sessões do ano, o mercado teve uma quinta com alguma valorização que, apenas ao final, passou a ser pressionada com algumas vendas, culminando num cenário de estabilidade. Operadores destacaram que tecnicamente o mercado manteve-se dentro de um parâmetro esperado, com o março conseguindo preservar tranqüilamente seu principal suporte, no nível de 230,00 centavos. Por outro lado, o mercado encontra alguns impeditivos para subir para os níveis praticados no final de 2010, já que alguns players se mostram francamente vendedores. Fundamentalmente, o mercado carece de novidades, sendo que o único assunto novo apresentado aos players foram os números da safra de café do Brasil, divulgados pelo governo do país, e que estiveram dentro do que o mercado esperava de ma fonte oficial.

A primeira estimativa de produção de café arábica e conillon realizada pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra 2011 indica que o Brasil deverá colher entre 41,89 e 44,73 milhões de sacas do produto beneficiado. Isso representa uma redução entre 12,9% e 7,9%, em comparação às 48,09 milhões de sacas da temporada anterior. O motivo da redução é a bianualidade do produto. No mercado internacional, participantes trabalham com números relativamente maiores, algo comum e que foi verificado, por exemplo, em 2010, quando muitos operadores trabalharam com uma perspectiva de cerca de 50 a 52 milhões de sacas para a produção brasileira.

No encerramento do dia, o março em Nova Iorque ficou estável com 233,00 centavos, sendo a máxima em 236,85 e a mínima em 232,10 centavos por libra, com o maio tendo oscilação positiva de 10 pontos, com a libra a 234,65 centavos, sendo a máxima em 238,20 e a mínima em 233,70 centavos por libra. Na Euronext/Liffe, em Londres, a posição março registrou alta de 24 dólares, com 2.029 dólares por tonelada, com o maio tendo valorização de 24 dólares, com 2.047 dólares por tonelada.

De acordo com analistas internacionais, o café se comportou relativamente bem nesta quinta-feira, já que, a exemplo do restante da semana, sofreu com a pressão externa. Nesta quinta, o índice CRB, por exemplo, caiu mais e 1,2%. "Também tivemos a pressão do dólar, que subiu em relação a uma cesta de moedas internacionais. Então, o fechamento estável foi até positivo. No after-hours tivemos uma queda, mas ela foi modesta", disse um trader.

A produção de café do Peru deste ano deverá ficar em níveis similares ao observado em 2010, apontou a Junta Nacional do Café do país. No ano passado, o país teve uma produção de 3,99 milhões de sacas, com alta de 16,3% em relação ao ano anterior. "Se não tivermos problemas climáticos, neste ano poderemos obter uma safra próxima da que colhemos na temporada passada", disse Cesar Rivas Pena, diretor executivo da entidade. As exportações de café do país em 2010 foram estimadas em 3,72 milhões de sacas, com uma receita de 860 milhões de dólares.

As exportações de café do Brasil em janeiro, até o dia 5, somaram 66.989 sacas, contra 48.770 sacas registradas no mesmo período de dezembro, informou o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Os estoques certificados de café na bolsa de Nova Iorque tiveram queda de 7.890 sacas indo para 1.691.485 sacas.

O volume negociado no dia na ICE Futures US foi estimado em 12.349 lotes, com as opções tendo 4.321 calls e 2.838 puts.

Tecnicamente, o março na ICE Futures US tem uma resistência em 236,85, 237,00, 237,50, 238,00, 238,30, 238,50, 239,00, 239,50 e 239,90-240,00 centavos de dólar por libra peso, com o suporte em 232,10-232,00, 231,50, 231,00, 230,50, 230,10-230,00, 229,50, 229,00 e 228,50 centavos por libra.

Fonte: AgnoCafe

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