Mercado físico de café tem poucos negócios, diz Carvalhaes

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À medida que a quebra da safra brasileira se consolida, mercado internacional pressiona cotações, mas, no mercado físico, produtor ainda reluta em aceitar preços oferecidos pelos compradores, avalia Escritório Carvalhaes (Foto: Karin Salomão)

O mercado físico de café se manteve com baixo volume de operações, considerando-se o período do ano. Poucos produtores fecharam negócios diante dos atuais preços oferecidos pelos compradores. A avaliação é do Escritório Carvalhaes, de Santos (SP).

“Os cafeicultores estão voltados para os trabalhos de colheita e benefício, preparando e começando a entregar os lotes vendidos antecipadamente no segundo semestre do ano passado e nos primeiros meses de 2014”, avalia a empresa. De acordo com o Carvalhaes, os produtores entendem que os valores atuais não cobrem as perdas ocorridas com o clima neste ano.

Um cereja descascado “bem preparado” variou entre R$ 440 e R$ 450 a saca de 60 quilos. Finos e extrafinos em Minas Gerais e na Mogiana Paulista registraram valores entre R$ 430 e R$ 440 a saca, informou o boletim.

A situação da safra brasileira, a maior do mundo da variedade arábica, é o que tem atraído também a atenção dos operadores na bolsa de Nova York. Nesta semana, de acordo com o Escritório Carvalhaes, a alta acumulada no contrato de setembro acumulou alta de 675 pontos, o que equivale a pouco mais de US$ 0,06 por libra-peso. No pregão desta sexta-feira (25/7), o vencimento fechou cotado a US$ 1,7915 por libra.

Conforme o relatório, à medida que a quebra da safra brasileira vai se confirmando, a reação dos operadores é imediata, com reflexo nos preços. “As precipitações nas regiões produtoras do norte do Paraná e do sudeste brasileiro prejudicarão e atrasarão as atividades de colheita até o início da próxima semana, mas não terão volume suficiente para superar a média mensal de julho.”

Outro fator que tem chamado a atenção do mercado, segundo o Escritório Carvalhaes, é a possibilidade de chuvas fora de época em regiões produtoras. O efeito seria a antecipação da florada nos pés de café, reforçando a possibilidade de perdas também na safra 2015/2016.

“Muitas das flores que abrirem fora de hora poderão abortar, não gerando frutos para a safra 2015/2016. As que vingarem, frutificarão muito cedo, prejudicando a qualidade da próxima safra.”

Fonte: Agência Estado via Globo Rural Online

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