Mercado em NY tenta confirmar recuperação

Imprimir

O mercado futuro de café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) manteve a tendência de baixa na semana passada, mas na sexta-feira melhoraram os sinais. Apesar da alta do dólar, os contratos futuros conseguiram fechar acima de 139,20 cents (máxima terça-feira passada), indicando potencial para recuperação.

Especuladores e fundos de investimentos continuam à frente dos negócios. Tanto que, mesmo com a alta do dólar na sexta, que teoricamente tem uma relação inversa com as cotações do café, os futuros de arábica tiveram boa puxada. A moeda norte-americana encerrou a R$ 3,0550, em elevação de 1,53%.

Os fundos de investimento ‘viraram a mão’ para o lado vendido na semana encerrada em 3 de março, conforme previsto. Esses participantes passaram de saldo líquido comprado de 1.139 lotes no dia 24 de fevereiro para 6.710 lotes vendidos em 3 de março, considerando futuros e opções. Os números foram apresentados na sexta em relatório semanal da Commodity Futures Trading Commission (CFTC).

Já os fundos de índice cortaram o saldo líquido comprado de 25.290 lotes para 22.830 lotes no período. Levando em conta apenas o mercado futuro, os fundos diminuíram o saldo líquido comprado de 13.381 lotes para 4.083 lotes.

A Organização Internacional do Café (OIC) informou na sexta que o mercado global de café em 2014/15 deve apresentar déficit de cerca de 7 milhões de sacas, considerando produção de 142 milhões de sacas e consumo de 149 milhões de sacas. Conforme a OIC, a recente brusca queda dos preços internacionais é resultado das chuvas no Brasil, ainda que a melhora climática não signifique reversão das perdas provocadas pelo tempo quente e seco de 2014 e janeiro de 2015.

A meteorologia informa que chuvas periódicas devem ocorrer nas áreas produtoras brasileiras nos próximos dias. Nesta semana, o volume deve variar entre 25 até 65 mm, podendo alcançar até 100 mm em algumas regiões. Áreas produtoras de São Paulo, sul de Minas, Rio de Janeiro, Zona da Mata e Cerrado Mineiro receberão os maiores volumes. Em contrapartida, lavouras da Bahia, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo pode receber não mais do que 25 mm.

Pelos indicadores técnicos, o mercado conseguiu fechar acima da resistência a 139,20 cents (máxima de terça-feira). O mercado deve buscar agora 144 cents. O suporte é de 128,80 cents.

Os futuros de arábica em Nova York aceleraram ganhos na metade final do pregão de sexta. Maio/15 encerrou em alta de 485 pontos (3,59%) a 139,90 cents. A máxima foi de 140,10 cents (mais 505 pontos). A mínima alcançou 133,15 cents (menos 190 pontos).

No mercado físico de café foi fraco de negócios na semana passada. O vendedor está retraído à espera de uma recuperação dos preços, informa corretor de Santos (SP). O comentário na praça do litoral paulista é que café tipo 6, de boa qualidade, está cotado a R$ 440 a saca. Café mais fraco, duro/riado, foi cotado a R$ 370 a saca. Café bebida rio vale cerca de R$ 290 a saca.

Os pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) informam que as cotações do arábica no mercado físico brasileiro subiram na sexta. O indicador Cepea/Esalq do tipo 6, bebida dura, posto na capital paulista, fechou a R$ 442,03/saca de 60 kg, avanço de 3,12% em relação ao dia anterior. Essa constante e forte oscilação nova valores tem deixado o mercado praticamente travado para a variedade. O dólar finalizou a R$ 3,05, valorização de 1,36% no mesmo período.

O mercado de robusta foi influenciado pelas cotações externas na sexta, apresentando avanço nos preços. O indicador Cepea/Esalq do tipo 6, peneira 13 acima, fechou a R$ 300,46/saca de 60 kg, alta de 1,5% em relação ao dia anterior. O tipo 7/8, bica corrida, finalizou a R$ 290,67/saca, elevação de 2,28% na mesma comparação – ambos à vista e a retirar no Espírito Santo.

Fonte: Agência Estado (Tomas Okuda)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *