Mercado do café arábica volta a crescer no sul de Minas Gerais

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O mercado de café arábica reagiu nos últimos dias no sul de Minas Gerais. Os baixos preços chegaram a paralisar os negócios.

Henrique Rossi vendeu a maior parte da safra no fim do ano passado. Na época, a saca de 60 quilos de café estava em torno de R$ 500, mas depois o preço começou a baixar e, desde janeiro, ele vende apenas o necessário.

Situação parecida com a de Antônio Tavares. Ele colheu 2,4 mil sacas e conseguiu segurar mil esperando o preço melhorar. No início da semana, vendeu parte do estoque. Por causa desse comportamento, o mercado de café chegou a ficar praticamente parado.

Só na cooperativa de Três Pontas, foram 20 dias consecutivos sem nenhuma negociação, o que só mudou agora, na segunda quinzena de março, quando o preço pago pela saca de 60 quilos voltou a subir.

Em um único final de semana, a alta foi de R$ 22, passando de R$ 443 para R$ 465. Com uma quebra de mais de 25% na última safra, o produtor Marcos Foresti quase não conseguiu fazer estoque, mesmo assim, aproveitou a alta pra vender parte do pouco que ainda tinha na Cooperativa de Varginha.

Entre os motivos para a alta dos preços estão a previsão de uma safra menor esse ano e a pouca oferta do produto no mercado, mas apesar da ligeira recuperação, o presidente do Centro do Comércio de Café de Minas Gerais, Archimedes Coli Neto, diz que as vendas ainda estão bem abaixo do normal.

“Hoje a preocupação é que não existem novos negócios no mercado internacional, o que o torrador quer pagar lá fora, não condiz com os preços que o produtor quer aqui no mercado interno”, explica.

Fonte: Globo Rural

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