Mercado de café ainda não absorveu fatores altistas, diz diretor da OIC

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O mercado internacional de café está ignorando os atuais fundamentos de menor disponibilidade do produto nos países consumidores, avaliou nesta terça-feira o diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC).

"Tem alguns fundamentos que não estão sendo absorvidos pelo mercado como deveriam ser", disse o brasileiro Robério Silva, que lidera a principal organização do setor, durante um evento promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Ele citou o nível reduzido dos estoques dos países consumidores como um fator que deveria sustentar os preços, que atingiram nesta terça-feira o menor valor em mais de três anos na bolsa de Nova York.

O contrato julho caía 0,6 por cento, a 1,2645 dólar por libra-peso, por volta das 13h45 (horário de Brasília), após atingir mais cedo o menor nível desde setembro de 2009, a 1,2580 dólar, com a oferta pesando no mercado, segundo operadores.

"Estamos com estoques nos países consumidores nos níveis mais baixos que a gente já teve. Esses estoques continuam da mão para a boca. Não estou vendo excedente e isso não está se refletindo nos preços", disse ele a jornalistas, sem citar estimativas para os estoques.

O diretor da OIC citou também a quebra de safra na América Central, com o ataque de doenças fúngicas nos cafezais.

"Essa questão da qualidade do café da Centro América e da dureza que está atingindo a Centro América, está sendo sentida nos diferenciais. Esses cafés são necessários nos blends", disse, referindo-se a uma restrição no mercado que, em sua opinião, ainda não estaria sendo totalmente precificada.

Fonte: Reuters

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